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    Alexandre Garcia: ministros do STF foram indicados por serem amigos de presidentes

    Alexandre Garcia, do alto de décadas cobrindo o poder em Brasília, lembrou que vários ministros do Supremo Tribunal Federal chegaram ao posto por manterem amizade com os presidentes do turno.

    A crítica surgiu depois da liminar pressagiosa de Alexandre de Moraes, que em tese, prevenia crimes que poderiam ser cometidos pelo presidente Bolsonaro e o delegado da Polícia Federal, Alexandre Ramagem, caso este assumisse o posto na Direção da PF.

    Alexandre de Moraes, ele próprio, foi indicado ao STF pela amizade com Michel Temer (MDB); Gilmar Mendes, indicado ao STF por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) por trabalharem juntos no Planalto; Dias Toffoli, indicado ao STF por Lula (PT) depois dele ter atuado como advogado do PT e AGU na gestão petista; e Marco Aurélio Mello, que chegou à função indicado pelo seu primo, Fernando Collor de Mello (PRN, à época e atual PTC).

    “Peraí: para uns vale, para outros, não vale? Como o presidente perguntou, ‘ele [Alexandre Ramagem] pode ser diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e não pode ser diretor da Polícia Federal?’ O presidente avisou que vai insistir para que ele possa nomear quem ele quiser”, avaliou Garcia.

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