Reescreva o texto abaixo, mantendo-se fiel às informações do original, mas reescrevendo-o para diferenciá-lo:
A Esplanada dos Ministérios amanheceu sob forte esquema de segurança especial nesta terça-feira (15/9), em razão da sessão extraordinária no Supremo Tribunal Federal (STF) que vai analisar o caso das supostas trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes, da Suprema Corte, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) bloqueou o acesso à Praça dos Três Poderes e as áreas adjacentes, com restrição de estacionamento em trechos das vias S1 e S2.
Uma linha de contenção com gradis e policiais foi mobilizada a partir da Avenida José Sarney. O estacionamento e a parada de veículos também foram bloqueados a partir do Itamaraty.
O esquema de segurança prevê limites específicos para manifestações. A Avenida José Sarney será o ponto de contenção para os protestos. Manifestantes poderão chegar até esse trecho, mas não poderão avançar em direção à Praça dos Três Poderes.
A corporação reforçou o dispositivo de segurança com o emprego de policiamento ostensivo e especializado, policiamento a pé, recursos tecnológicos, ações preventivas de segurança e controle de trânsito.
Na noite anterior à sessão, a região do Supremo Tribunal Federal já contava com reforço na segurança. Por volta das 18h45 dessa segunda-feira (14/9), um homem chegou sozinho à área com uma placa de protesto contra o STF e a Procuradoria-Geral da República (PGR). No cartaz, estava escrito: “Faxina no STF e PGR advogado que não é juiz. Acorda, Brasil”.
Uma câmera inteligente instalada nas proximidades identificou o manifestante em uma área considerada restrita e emitiu um alerta sonoro: “Atenção, você está entrando em uma área restrita”. Na sequência, policiais militares que estavam no local abordaram o homem e pediram que ele se retirasse.
A PMDF afirmou que manterá acompanhamento permanente da situação e poderá “ampliar, reduzir ou reconfigurar o dispositivo de forma proporcional às condições verificadas durante a operação”.
Ainda segundo a corporação, “as medidas têm caráter preventivo e buscam preservar a ordem pública, a segurança das instituições e das pessoas que circulam pela região, minimizando também os impactos sobre a mobilidade”.
O planejamento de segurança foi organizado de forma integrada entre a Secretaria de Polícia Judicial, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o GSI, a Abin, as forças de segurança do DF e os demais órgãos envolvidos.
Sessão no STF
A sessão extraordinária que analisará mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro está marcada para ter início às 10h.
O caso foi levado ao Plenário do STF pelo ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master. Mendonça pediu autorização dos demais ministros para abrir uma apuração sobre Moraes a partir das informações encontradas pela PF.
O relatório reúne mensagens extraídas do celular de Vorcaro e registros de contatos com Moraes. O material aponta 187 interações entre os dois, além de referências a encontros e pedidos feitos pelo banqueiro.
A validade do documento é contestada pela PGR, que sustenta que a PF produziu o relatório, sem autorização prévia do Supremo, para apurar fatos envolvendo uma autoridade com foro na Corte.
Fachin assumiu a relatoria do caso das mensagens entre o ministro e o banqueiro, além de determinar a remessa à Presidência do STF dos processos relacionados à Farra do INSS e ao Caso Master.
Ato contra Moraes
O Partido Novo também convocou uma manifestação contra o ministro Alexandre de Moraes, no mesmo dia em que ocorre a sessão no STF. O ato está marcado para as 9h, na Alameda dos Estados, em frente ao Congresso Nacional.
A legenda afirma que o protesto, convocado sob o slogan “Chega de intocáveis”, tem objetivo de criticar as decisões e a atuação do ministro – que é acusado pelos organizadores de cometer “abuso de poder e violações às liberdades de imprensa e de expressão”.
A manifestação contará com a presença do candidato à Presidência da República Romeu Zema e do ex-desembargador e candidato ao Senado pelo DF, Sebastião Coelho.