A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) passou a ativar sua rede de contatos no meio evangélico para atuar diretamente em favor da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
Após a reaproximação entre os dois, ela intensificou diálogos com lideranças de algumas das principais denominações religiosas do país e tem utilizado sua própria agenda para solicitar votos ao enteado e aproximá-lo de um segmento no qual construiu capital político próprio nos últimos anos.
A articulação também ocorre nos bastidores. Diego Torres, irmão de Michelle e coordenador de sua campanha ao Senado, tornou-se um dos responsáveis por fazer a ponte entre a ex-primeira-dama e o comitê presidencial. Ele mantém contato direto com Flávio e repassa à equipe de campanha as agendas realizadas por Michelle.
Entre as igrejas acionadas nessa movimentação estão a Igreja Presbiteriana de Brasília, a Sara Nossa Terra, a Assembleia de Deus Missão, a Assembleia de Deus Madureira, a Comunidade das Nações e a Igreja Universal do Reino de Deus.
Nesse circuito, Michelle tem trânsito com nomes como Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra; Renato Cardoso, da Universal; Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira; e JB Carvalho, da Comunidade das Nações.
A ofensiva confere maior concretude ao papel que a campanha de Flávio esperava que Michelle desempenhasse após a superação dos atritos ocorridos no início da pré-campanha.
Em vez de restringir-se a emprestar sua imagem ao enteado ou a participar de atos ao lado dele, a ex-primeira-dama passou a colocar à disposição do presidenciável uma rede própria de interlocutores, construída ao longo dos últimos anos.