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    Governo dos EUA culpa Lula por tarifa contra o Brasil, apontando questão de “ego”

    O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe “não negociaram com os EUA de boa-fé”. A declaração foi feita nesta quinta-feira (16), logo após a Casa Branca anunciar a imposição de uma tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras, com vigência a partir de 22 de julho.

    Em publicação nas redes sociais, Rubio atribuiu ao governo petista o rompimento do diálogo bilateral e disse que as políticas econômicas adotadas por Brasília prejudicam trabalhadores de ambos os países. O secretário afirmou ainda que Lula teria preferido “inflar o próprio ego” a fechar um acordo benéfico ao povo, classificando a sobretaxa como o preço dessa postura.

    Investigação de um ano orientada por Trump

    A decisão foi precedida por uma apuração conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), sob direção do embaixador Jamieson Greer, por determinação do presidente Donald Trump. O pente-fino comercial durou 12 meses e analisou as práticas de mercado do Brasil, concluindo que o governo brasileiro impõe barreiras injustas que afetam a competitividade de investidores e agricultores norte-americanos.

    O relatório apontou falhas graves em seis áreas da gestão petista: afrouxamento no combate à corrupção, violação de patentes intelectuais, barreiras à entrada de etanol dos EUA, desmatamento ilegal e travas operacionais no comércio eletrônico. A nova tarifa de 25% será somada aos tributos existentes, elevando para 30% a taxa cobrada sobre produtos que hoje pagam 5%.

    Brasil promete retaliar

    O Palácio do Planalto rebateu as declarações de Rubio e classificou o anúncio como um “marco lastimável” na história das relações diplomáticas. A equipe de Lula afirmou que usará os instrumentos jurídicos da Lei de Reciprocidade para responder ao protecionismo norte-americano, estudando a aplicação de tarifas equivalentes sobre produtos importados dos EUA.

    A regulamentação de Washington prevê um período curto de transição para cargas brasileiras já em trânsito: produtos embarcados antes de 22 de julho estarão livres da cobrança, desde que desembarquem em portos dos EUA até 29 de julho. O embaixador Jamieson Greer declarou que os norte-americanos seguem abertos ao diálogo para buscar mudanças estruturais em Brasília.

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