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    URGENTE: líder do governo Lula é alvo de busca e apreensão pela PF no caso Master

    A nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18/6), tem como um de seus principais alvos o líder do governo no Senado Federal, Jaques Wagner (PT-BA). A ação investiga suspeitas de fraude, lavagem de dinheiro e esquemas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master .

    As suspeitas sobre Wagner surgiram após a análise de mensagens extraídas do celular do empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, que também é alvo da operação nesta quinta-feira . Os investigadores buscam esclarecer se o senador atuou em favor de pautas de interesse do Banco Master no Congresso Nacional, entre elas uma proposta de ampliação do crédito consignado e outra medida conhecida como “Emenda Master” .

    Em contrapartida, a PF suspeita que o parlamentar possa ter recebido vantagens indevidas. Entre os benefícios sob apuração estão um apartamento, uso de aeronaves particulares, ingressos para shows e repasses que somariam R$ 3,5 milhões. Parte desses pagamentos teria sido feita por meio de uma empresa ligada a familiares do senador, o que, na avaliação dos investigadores, poderia ter sido utilizado para ocultar a origem do dinheiro .

    Empresa da nora

    Em março deste ano, o Metrópoles informou que uma empresa em nome da nora de Wagner, Bonnie de Bonilha, estava na folha de pagamento do Banco Master. Estudante de psicologia, graduada em direito e florista, Bonnie foi contratada para prospectar operações de crédito consignado para a instituição de Daniel Vorcaro . Ela é casada com Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente da Bahia e enteado do senador .

    O contrato foi firmado por meio da BK Financeira, fundada em 2021, da qual Bonnie é sócia do advogado Moisés Dantas. Ele afirmou ao Metrópoles que o serviço prestado foi de “prospecção e indicação, em caráter de exclusividade, de operações e convênios de crédito consignado”, e que todos os valores recebidos foram formalizados por meio de nota fiscal .

    Na ocasião, Wagner declarou que “jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada” e que caberia exclusivamente à empresa prestar esclarecimentos sobre suas atividades e contratos .

    Cesta do Povo

    Outro elo entre o senador baiano e o Master é a privatização da rede de supermercados Cesta do Povo, administrada pelo governo da Bahia. O processo ocorreu entre 2017 e 2018, período em que Jaques Wagner comandava a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do estado . Na licitação, Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, venceu a disputa pela aquisição da estatal .

    Parte das negociações envolvia o Cartão Cesta, programa para servidores públicos que posteriormente deu origem ao CredCesta, modalidade de crédito consignado. Mais tarde, Augusto Lima associou-se ao então Banco Máxima, depois renomeado para Banco Master, que incorporou o CredCesta como um de seus principais ativos .

    A PF passou a analisar essas operações para esclarecer como ocorreu a venda de ativos e a incorporação do CredCesta ao banco .

    Defesa de Wagner

    Jaques Wagner nega qualquer envolvimento com as fraudes investigadas no Banco Master e afirma estar “tranquilo” em relação às apurações . O senador sustenta que o processo de venda da estatal foi legítimo, transparente e vantajoso para os cofres baianos, pois a empresa gerava prejuízos. Além disso, nega qualquer vinculação partidária ou política com as práticas ilícitas atribuídas ao banco .

    Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal, além de medidas cautelares como proibição de contato entre investigados e suspensão de passaportes

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