O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) classificou a entrevista concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Jornal Nacional, na quinta-feira (27), como um “tapa na cara dos brasileiros e brasileiras que trabalham e são honestos”.
Em publicação nas redes sociais, o ex-juiz da Lava Jato afirmou que o petista adotou um tom “transtornado, rancoroso e mentiroso” ao longo da conversa com os jornalistas William Bonner e Renata Vasconcellos.
Ataque à Lava Jato e defesa do filho
Na avaliação de Moro, Lula recorreu à estratégia de atacar a Operação Lava Jato e seus ex-integrantes, como o próprio senador e o ex-procurador Deltan Dallagnol, para evitar responder sobre escândalos de corrupção que, segundo ele, marcaram seus governos e agora envolvem seu filho, Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
“Ele mente descaradamente ao dizer que não protege o seu filho das investigações”, afirmou Moro.
Críticas à atuação do governo na CPMI do INSS
O senador também relembrou sua participação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, na qual, segundo ele, a base governista atuou para dificultar apurações sobre Lulinha e sobre Roberta Luchsinger — esta última chamada agora por Lula de “pilantra”.
“Eu estava na CPMI e presenciei a base do governo impedir as apurações”, declarou.
Defesa de Mendonça e investigações no STF
Moro ainda criticou o que considera “manobras do governo” para minar o trabalho do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que conduz investigações sobre fraudes no INSS. Para o senador, o Brasil assiste “estupefato” às tentativas do Planalto de interferir nas apurações conduzidas pelo magistrado.
Conclusão
Ao encerrar sua manifestação, o senador pediu o fim do ciclo de governos petistas: “Chega de Lula e do PT. Não dá mais. O Brasil não aguenta!”