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    VEXAME! Estados Unidos já avaliam punir comandante do Exército com retirada de visto

    O governo dos Estados Unidos avalia a revogação do visto diplomático do general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, atual Comandante do Exército Brasileiro. A informação foi divulgada nesta terça-feira (23 de setembro) pela coluna do jornalista Paulo Cappelli, no site Metrópoles.

    De acordo com a publicação, a avaliação em curso no Departamento de Estado americano teria como base a percepção de que a indicação do general Tomás Paiva para o comando do Exército contou com influência do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    A análise americana apontaria que ordens judiciais do ministro, incluindo aquelas que atingiram militares, teriam sido alinhadas previamente com o comandante. Procurado para se manifestar sobre a informação, o general Tomás Paiva não emitiu comentários.

    Conforme a coluna, uma fonte do governo do ex-presidente Donald Trump teria declarado que novas sanções dificilmente alterariam a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou de ministros do STF, mas que medidas adicionais deste tipo estariam previstas.

    O nome do general Tomás Paiva surgiu anteriormente em investigações da Justiça brasileira. Ele foi mencionado em mensagens trocadas pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, com o advogado Eduardo Kuntz.

    Nas mensagens, reveladas no âmbito de um acordo de delação premiada, Cid relata que o general Tomás Paiva teria transmitido que o ministro Alexandre de Moraes se queixou de Bolsonaro, afirmando que o então presidente “acabou com a vida dele”.

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