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    “Quero ser um ministro na rua, quero estar com o povo”, diz Mendonça, do STF

    O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma entrevista onde comentou o início da sua atuação na mais alta Corte do país, após ter sido indicado pelo presidente Jair Bolsonaro em agosto do ano passado, para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Marco Aurélio de Mello.

    Em sua fala, Mendonça explicou que os ministros do STF não podem atuar desconectados dos anseios da população. Para tanto, é preciso estar junto ao povo e não distante. A declaração do magistrado surge em um momento onde o colegiado da Corte vem sofrendo inúmeras críticas por suas decisões.

    “O contato com a realidade é importante. Não apenas com políticos, mas com a academia, com trabalhadores, com empresários. Tenho recebido no gabinete todos que me procuram a respeito de processos”, disse Mendonça à colunista Carolina Brígido, do Uol.

    Quanto aos políticos, no entanto, Mendonça ressaltou que o contato deve ser apenas “republicano”, em outros termos, respeitando a liturgia que o cargo de ministro do STF exige dos seus ocupantes, entre elas a discrição e o não envolvimento com pautas que fogem da esfera jurídica.

    “Os políticos representam o povo. O relacionamento dos ministros do STF com eles [políticos], desde que seja republicano, é sadio”, disse Mendonça. Quanto ao restante da população, no entanto, ele disse: “Quero ser um ministro na rua, quero estar com o povo. Como vou tomar decisões que impactam o povo diretamente sem estar lá?”.

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