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    “Mexeu no vespeiro”: youtuber Felca choca ao denunciar exploração de menores na web

    O youtuber Felca utilizou seu canal com mais de 4 milhões de inscritos para denunciar casos de adultização e exploração de menores na internet. Em vídeo de 49 minutos publicado recentemente, o influenciador detalhou três situações emblemáticas, alertando para práticas que violam o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

    Caso 1: Hytalo Santos e Kamylinha

    Neto expôs o caso do influenciador Hytalo Santos, criador de um reality show com adolescentes. Entre os participantes está Kamylinha (atualmente com 17 anos), integrada ao projeto desde os 12 anos. Gravações mostram:

    • Cenas de danças com conotação sexual e vestuário inadequado;

    • Discussões sobre vida íntima entre os participantes;

    • Imagens da menor dormindo com namorado e em situações de exposição corporal.
      O youtuber afirmou: “Hytalo sexualizou Kamylinha progressivamente por interesse financeiro, transformando sua adolescência em produto”.

    Caso 2: Caroliny Dreher

    A segunda denúncia envolve Caroliny Dreher, que começou a postar vídeos dançando aos 12 anos. Segundo Felca, sua mãe:

    • Criou contas “VIP” para conteúdo supostamente mais explícito quando a adolescente tinha 14 anos;

    • Incentivou gravações com pouca roupa, banho e exposição íntima;

    • Permitiu interação com homens adultos que solicitavam material sexualizado.
      Registros mostram Caroliny escrevendo nomes de homens no corpo e utilizando linguagem obscena antes dos 15 anos.

    Mecanismos de Exploração

    A análise identificou padrões preocupantes:

    1. Monetização da sexualização: Adultos lucram com conteúdo que expõe menores;

    2. Algoritmos como facilitadores: Vídeos de meninas dançando são priorizados nas plataformas;

    3. Códigos pedófilos: Comentários como “trade”, “link na bio” e a sigla “CP” (Child Pornography) sinalizam redes de compartilhamento ilegal.

    As práticas violam múltiplos dispositivos: Art. 240 do ECA (produção de cenas íntimas com menores; Marco Legal da Primeira Infância (Lei 14.247/2022); Artigo 247 (submeter criança a vexame). Especialistas entrevistados pela reportagem reforçam que responsáveis legais podem responder criminalmente por exposição de menores.

    O vídeo-denúncia atingiu 2,7 milhões de visualizações em 48 horas, reacendendo o debate sobre regulação de conteúdo infanto-juvenil nas redes sociais. O deputado federal Nikolas Ferreira reagiu, parabenizando Felca pela iniciativa:

    “Felca mexeu no vespeiro. Na época da ilha do Marajó fiz um vídeo, arrecadamos muito pra ajudar e a mídia ficou literalmente calada sobre. Que Deus abençoe ele nessa jornada. Não será fácil”, comentou o parlamentar. Assista o vídeo, abaixo:

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