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    Malafaia associa Moraes a tráfico de influência e desafia: “Vem me prender”

    O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, realizou declarações públicas nesta sexta-feira (19) acusando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, de prática de “tráfico de influência”.

    As afirmações foram feitas no contexto de uma operação da Polícia Federal que teve como alvo o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

    Malafaia direcionou suas críticas a um contrato de prestação de serviços advocatícios firmado entre o escritório de Viviane Barci e o Banco Master, com um valor global estimado em R$ 129 milhões. O pastor questionou a legitimidade do contrato, afirmando:

    “Não existe honorário advocatício nesse valor em um contrato genérico (…) que moral esse cara (Moraes) tem para julgar alguém?”. Ele solicitou a abertura de investigação contra Viviane Barci e o afastamento cautelar do ministro Moraes. A assessoria do STF, procurada para se manifestar sobre as acusações, não emitiu um posicionamento oficial até o momento.

    As declarações do pastor ocorrem paralelamente a uma operação da PF autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF. A investigação apura supostos desvios de verbas públicas da cota parlamentar, com foco em pagamentos relacionados ao aluguel de veículos.

    Segundo a PF, o deputado Sóstenes Cavalcante teria desviado recursos em benefício próprio, com a participação de servidores comissionados. Interceptações telefônicas citadas pelos investigadores captaram um assessor do PL mencionando pagamentos “por fora” vinculados ao parlamentar. Durante as buscas, foram apreendidos R$ 430 mil em espécie em um local associado ao deputado.

    A investigação também apura um suposto esquema de fraude envolvendo o Banco Master e o BRB, com um prejuízo estimado em R$ 12,2 bilhões, relacionado à venda de carteiras de crédito falsas.

    Malafaia, em sua defesa do deputado Sóstenes, classificou a operação como uma manobra para deslegitimar politicamente a direita. Ele também associou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro a uma “cortina de fumaça” para o escândalo do Banco Master, que levou à prisão de Daniel Vorcaro, presidente da instituição financeira.

    Os detalhes do contrato do escritório de Viviane Barci com o Banco Master indicam uma remuneração mensal de R$ 3,6 milhões, com vigência de três anos, totalizando o valor citado de R$ 129 milhões até 2027. O pastor Malafaia destacou que 2027 é o ano em que o ministro Alexandre de Moraes, conforme o rodízio interno do STF, está previsto para assumir a presidência da Corte.

    As investigações sobre os supostos desvios de cotas parlamentares e as acusações feitas pelo pastor Silas Malafaia seguem em andamento pelas autoridades competentes. Assista:

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