Mais

    “De ofício”, presidente da Câmara CASSA o mandato de Eduardo Bolsonaro e Ramagem

    A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou, nesta quinta-feira (18), a cassação dos mandatos dos deputados Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP). As decisões, tomadas de ofício, foram publicadas no Diário Oficial da Casa e atendem a fundamentos distintos para cada parlamentar.

    No caso de Alexandre Ramagem, a medida segue determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar foi condenado, com trânsito em julgado, a 16 anos de prisão em regime fechado por envolvimento nos atos golpistas de 2022. O ministro Alexandre de Moraes determinou o cumprimento imediato da pena, o que inclui a perda do mandato. Ramagem, que está nos Estados Unidos, é considerado foragido pela Justiça brasileira e chegou a enviar um documento à Câmara pedindo que a ordem do STF não fosse acatada.

    Já a cassação de Eduardo Bolsonaro decorre de excesso de faltas. O deputado transferiu-se para os Estados Unidos em março, alegando perseguição política. Após o término de seu período de licença, em 20 de julho, suas ausências passaram a ser contabilizadas. O site da Câmara registra 59 faltas, ultrapassando o limite de um terço das sessões ordinárias estabelecido pela legislação. É importante destacar que, embora cassado, Eduardo Bolsonaro não está inelegível, pois não há condenação criminal transitada em julgado contra ele. Ele responde a um inquérito no STF por suposta coação.

    Os relatórios que fundamentaram as cassações foram elaborados pelo deputado Carlos Veras (PT-PE) e aprovados pela maioria da Mesa. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, foi comunicado da decisão pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), às 16h40. Em rede social, Cavalcante criticou a decisão: “Não se trata de um ato administrativo rotineiro. É uma decisão política que retira do plenário o direito de deliberar… Quando mandatos são cassados sem o voto dos deputados, o Parlamento deixa de ser Poder e passa a ser tutelado”.

    O contexto recente da rejeição da cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP) pelo plenário, no dia 11, é apontado como um fator que influenciou a decisão da Mesa de agir de ofício. Para evitar um novo desgaste político e a possibilidade de uma nova derrota em plenário, a Mesa optou pela via administrativa, amparada no artigo 55 da Constituição, que prevê a declaração direta de perda de mandato em casos de condenação com trânsito em julgado ou de excesso de faltas.

    A Mesa Diretora justificou a cassação de Ramagem com base na condenação judicial que resulta na perda de direitos políticos. No caso de Eduardo Bolsonaro, o fundamento foi o excesso de faltas não justificadas. Ambos os parlamentares estão atualmente fora do Brasil.

    Leia também:

    PF encontra mensagens em que Vorcaro cita Jaques Wagner como intermediário de Lula

    A Polícia Federal identificou, em conversas extraídas do celular...

    Flávio apresenta plano nacional de segurança com presídios inspirados em El Salvador

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, divulgou...

    Flávio comenta operação contra líder de Lula: “PT da Bahia foi implodido pela PF”

    O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta...

    Flávio Bolsonaro fará representação contra Lula por “ameaça” durante discurso

    O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ),...

    Reunião de quase 2 horas de Flávio com Trump revela força eleitoral contra Lula

    O jornalista Paulo Figueiredo afirmou, em entrevista ao Metrópoles...

    Zema permanece ‘empacado’ em 4% nas pesquisas, mesmo após críticas a Flávio Bolsonaro

    Levantamento do instituto BTG/Nexus, divulgado na segunda-feira (25/5), mostra...

    “Lula está perplexo”, diz Camarotti sobre decisão do Senado rejeitar Messias no STF

    Comentarista da GloboNews, o jornalista Gerson Camarotti trouxe informações...

    Posts da semana

    close