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    Cotado para vice de Flávio, Zema volta a defender prisão dos Moraes e Toffoli

    O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, declarou nesta quinta-feira (16/4) que, caso vença as eleições, pretende impor mandatos fixos aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em críticas diretas a integrantes da Corte, a quem classifica como “intocáveis”, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que promoverá uma ampla reforma no Judiciário e chegou a dizer que os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes deveriam ser presos.

    “A primeira coisa que farei é acabar com a farra dos intocáveis. Minha primeira medida será propor ao Congresso um novo Supremo, no qual seus membros prestem contas de seus atos. Um Supremo onde parentes de ministros não possam manter negócios jurídicos. Um Supremo com idade mínima de 60 anos e mandato de 15 anos, para que seja a coroação de uma carreira irretocável”, afirmou Zema.

    Ele também defendeu a necessidade de investigar os ministros. “O Judiciário é fundamental, mas hoje está funcionando ao contrário. Os piores exemplos do Brasil estão vindo do Supremo Tribunal Federal, que se tornou um balcão de negócios — isso é evidente. Precisamos não apenas remover dois ministros [Dias Toffoli e Alexandre de Moraes] de lá, pelo que já foi visto, mas também prendê-los, em nome da democracia”, declarou, referindo-se aos dois magistrados como exemplos de criminalidade, banditismo e corrupção.

    As declarações foram feitas durante um evento na zona oeste da cidade de São Paulo, onde o pré-candidato ao Planalto apresentou as primeiras diretrizes de seu plano de governo. Entre outras propostas, Zema defendeu a redução da maioridade penal, a privatização de todas as empresas estatais e uma reformulação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ele também se comprometeu, se eleito, a aprovar a anistia para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.

    Além disso, o ex-governador mineiro propôs classificar as facções criminosas como organizações terroristas e acabar com as chamadas “saidinhas” de presidiários, bem como reduzir a maioridade penal. “Crime de adulto terá pena de adulto”, ameaçou.

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