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    Mourão: ‘Se Stalin estivesse vivo e contra Bolsonaro, seria considerado democrata’

    O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, ironizou nesta quarta-feira a forma como os críticos do governo vêm reagindo em relação ao presidente Jair Bolsonaro. O militar da reserva chegou a fazer um comparativo cômico ao citar os ex-ditadores comunistas Josef Stalin, Vladimir Ilyich Ulianov, mais conhecido por Lenin, e Pol Pot.

    “Aquilo que é bom, a gente diz que é bom. O que é ruim, a gente diz que é ruim. Mas não. [Querem] pintar o Brasil como o 5º espaço do inferno. […] Da forma que as críticas são feitas, se o Stalin, Lenin e Pol Pot ressuscitassem e dissessem que eram contra o Bolsonaro, eles seriam considerados democratas”, afirmou Mourão.

    A declaração do general foi dada durante uma sessão da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, que discute o papel do governo federal na Amazônia Legal. Na ocasião, Mourão criticou o fato do Brasil ter sido alvo de críticas internas por causa da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021, a COP26.

    “Brasileiros que criticam o país é uma das maiores idiossincrasias da nossa raça”, disparou o militar, segundo o Poder360, apontando que é um erro por parte dos críticos, deixar de exaltar as qualidades do próprio país, visto que isso desmerece a imagem do Brasil no exterior.

    Para Mourão, não é preciso inventar situações inexistentes, mas apenas tratar com honestidade os avanços do Brasil e a sua realidade ambiental diante do cenário mundial, comparado aos outros países, por exemplo.

    “Brasileiro parece que sofre eternamente de complexo de vira-lata e quando eu chego na presença de alguém de uma nação estrangeira eu tenho que falar mal do meu país pra criar uma simpatia com ele. Negativo. Eu tenho que falar a realidade”, criticou o vice-presidente.

    Os ditadores citados por Mourão, apesar do tom cômico, foram responsáveis por governar ditaduras comunistas durante a primeira e segunda metade do século XX, a exemplo de Lenin, que comandou a Rússia Soviética de 1917 a 1924, e a União Soviética de 1922 até sua morte.

    Pol Pot, por sua vez, foi o principal nome do Quemer Vermelho, o movimento comunista do Camboja que atuou no país entre 1963 e 1997. Ele também serviu como Secretário-geral do Partido Comunista do Kampuchea até 1981, morrendo em 1988 aos 72 anos. A essas figuras são atribuídas milhares de mortes devido ao regime brutal de repressão ideológica em seus países.

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