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    Moro rebate: ‘Não troco princípios por cargos. Se assim fosse, estaria no governo’

    Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, rebateu uma acusação feita pelo presidente Jair Bolsonaro em depoimento à Polícia Federal, na última quarta-feira (3). Na ocasião, o chefe do Executivo afirmou que o ex-ministro teria condicionado a troca na direção-geral da Polícia Federal por uma indicação à vaga no Supremo Tribunal Federal.

    Moro, no entanto, negou a acusação e disse que não trocaria princípios por cargos, aproveitando para insinuar que se este fosse o seu interesse, teria permanecido no governo, em vez de ter renunciado em 24 de abril de 2020.

    “Não troco princípios por cargos. Se assim fosse, teria ficado no governo como ministro. Aliás, nem os próprios ministros do governo ouvidos no inquérito confirmaram essa versão apresentada pelo presidente da República”, rebateu Moro em nota.

    Bolsonaro afirmou em seu depoimento por escrito, que “ao indicar o DPF Ramagem ao ex-ministro Sergio Moro, este teria concordado com o presidente desde que ocorresse após a indicação do ex-ministro da Justiça à vaga no Supremo Tribunal Federal”.

    Na época da renúncia do ex-ministro, esta foi uma das principais críticas levantadas por apoiadores do governo contra ele. Agora com filiação agendada para o próximo dia 10, no Podemos, Moro deverá utilizar como a sua principal bandeira de campanha alegações de combate à corrupção.

    Junto ao ex-ministro, o ex-coordenador-geral da operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, também anunciou que renunciou ao cargo de procurador da República, indicando que seguirá os passos do colega de força-tarefa, podendo entrar na política para disputar uma cargo em 2022.

    Apesar de Dallagnol ainda não ter confirmado a sua filiação partidária, especula-se que o mesmo também entrará no Podemos, e que poderá se lançar candidato à deputado federal pelo partido, concorrendo pelo estado do Paraná.

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