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    Bolsonaro sobre o 7 de setembro: “Esperavam que eu fosse chutar o pau da barraca”

    O presidente Jair Bolsonaro concedeu uma entrevista exclusiva à revista Veja, onde comentou sobre vários pontos do seu governo, incluindo a tensão entre os poderes e as reações dos apoiadores após os atos do dia 7 de setembro, quando só em Brasília cerca de 400 mil pessoas ocuparam a Esplanada dos Ministérios.

    Segundo Bolsonaro, as críticas que surgiram por parte de alguns apoiadores, após a divulgação de uma “Carta à Nação” que foi considerada um recuo por parte do Executivo, ocorreu porque muitos apoiadores esperavam uma reação fora das “quatro linhas da Constituição”.

    “Esperavam que eu fosse chutar o pau da barraca. Você imagina o problema que seria chutar o pau da barraca. Eu não convoquei a manifestação. Eu vinha falando que estamos lutando por liberdade e comecei a falar uns quinze dias antes que estaria na Esplanada e em São Paulo”, afirmou o presidente.

    “Mas em São Paulo, quando eu falei em negociar, eu senti um bafo na cara. Extrapolei em algumas coisas que falei, mas tudo bem”, disse o presidente, explicando que sentiu a reação negativa dos apoiadores quando demonstrou um tom de moderação durante o seu discurso na Avenida Paulista.

    Bolsonaro deu a entender que se tivesse tomado uma decisão drástica após o 7 de setembro, as reações dentro e fora do Brasil poderiam ser muito piores. O presidente, no entanto, assegurou que não é o “Jairzinho paz e amor”, mas que adquiriu maturidade com o passar dos anos.

    O chefe do Executivo disse ainda que apesar de buscar a pacificação no país, exige que todos os poderes cumpram a Constituição Federal, e que há dispositivos dentro da própria Carta Magna para lidar com eventuais problemas maiores.

    “Queriam que eu fizesse algo fora das quatro linhas. E nós temos instrumentos dentro das quatro linhas para conduzir o Brasil. Agora todo mundo tem que estar dentro das quatro linhas. O jogo é de futebol, não é de basquetebol. Não vou mais entrar em detalhes porque quanto mais pacificar melhor”, concluiu Bolsonaro.

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