O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, emitiu uma nota pública a respeito da morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de “Sicário” em um grupo comandado pelo banqueiro Vorcaro, conhecido entre eles como “A Turma”. De acordo com a Polícia Federal, ele teria cometido suicídio enquanto estava preso na sede da unidade de Minas Gerais, na quarta-feira (4).
Em sua nota, Viana destacou que “Sicário” era uma peça-chave nas investigações, dado às revelações das mensagens trocadas entre ele e Vorcaro, sendo o mesmo uma espécie de “capanga” do banqueiro, o qual realizaria ações de ameaça e, segundo mensagens reveladas, articulava uma possível atentado ao jornalista Lauro Jardim, de O Globo. Veja abaixo a nota completa do senador:
“Informo que, diante da morte de um investigado dentro das dependências da Polícia Federal em Belo Horizonte, fato relacionado às investigações que envolvem o Caso Master e revelações surgidas no contexto da CPMI do INSS, estou oficiando imediatamente o Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o Ministério da Justiça e Segurança Pública para que acompanhem com rigor absoluto a apuração dos fatos. Trata-se de um caso extremamente grave.
Uma pessoa que estava sob custódia do Estado e que possuía informações relevantes sobre um dos maiores escândalos financeiros e políticos que começam a vir à tona no país não pode morrer dentro de uma instalação pública sem explicações claras e imediatas.
Diante das informações já reveladas nas investigações, inclusive mensagens que apontam ameaças contra jornalistas e autoridades, não se pode descartar nenhuma hipótese neste momento, nem mesmo a possibilidade de que estejamos diante de uma eventual queima de arquivo.
A sociedade brasileira precisa saber exatamente o que aconteceu dentro de uma unidade da Polícia Federal. Por isso, exigimos uma investigação rigorosa, transparente e acompanhada de perto pelas autoridades competentes, para que toda a verdade venha à tona.”