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    Nikolas acua Moraes com novo pedido de impeachment após Lei Magnitsky e gesto obsceno

    O deputado federal Nikolas Ferreira anunciou que ingressou com um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após o magistrado ser alvo da punição máxima por parte do governo americano, no âmbito financeiro, via Lei Magnitsky, aplicada contra quem é acusado de violar direitos humanos e outros crimes.

    Além disso, Nikolas também citou o momento em que Moraes fez um gesto obsceno enquanto assistia ao jogo do Corinthians, esta semana. Na ocasião, ao ser vaiado por parte do público presente, o magistrado ergueu o dedo do meio em sinal de ofensa. Para alguns analistas, essa atitude do ministro pode configurar crime de responsabilidade por quebra de decoro.

    Veja, abaixo, a íntegra da nota publicada pelo deputado:

    “Diante dos fatos recentes e gravíssimos, que culminaram na sanção internacional do ministro Alexandre de Moraes pelos Estados Unidos, com base na Lei Magnitsky – instrumento jurídico reservado a violadores de direitos humanos e corruptos, venho informar que irei protocolar mais um pedido de impeachment desse ministro, que já não representa a Justiça, mas sim o autoritarismo travestido de legalidade.

    Não se trata mais de denúncia isolada. O mundo está assistindo. E agora, oficialmente, uma das maiores democracias do planeta reconhece que há no Brasil um magistrado que viola direitos fundamentais, persegue opositores e destrói as bases do Estado de Direito.

    O Senado Federal, única instituição constitucionalmente capaz de julgar ministros do STF, está diante de uma encruzilhada histórica: ou cumpre sua função ou será conivente com a tirania. A omissão agora é cumplicidade direta.

    As razões para o impeachment são inúmeras, documentadas e de amplo conhecimento público:

    1. Violação sistemática de direitos e garantias fundamentais

    A atuação de Alexandre de Moraes tem sido marcada por prisões preventivas arbitrárias, bloqueio de bens sem condenação, quebra de sigilos, censura prévia, ausência de contraditório e restrição de defesa – práticas típicas de regimes autoritários.

    2. Inquéritos ilegais e sem fim

    Procedimentos como o Inquérito das Fake News (4781) e suas ramificações (atos antidemocráticos, milícias digitais etc.) foram instaurados de ofício, sem provocação do Ministério Público, e são conduzidos pelo próprio ministro que se declara vítima, rompendo com o sistema acusatório e a imparcialidade judicial.

    3. Medidas abusivas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro

    Moraes impôs medidas cautelares completamente desproporcionais e cruéis: proibição de entrevistas, restrição nas redes sociais e, o mais grave, impediu contato com seu próprio filho, em clara afronta aos princípios da dignidade humana, liberdade de expressão e convivência familiar.

    4. Ativismo judicial para interferir na política econômica

    Em um ato de flagrante desrespeito à independência dos Poderes, Moraes anulou a decisão soberana do Congresso Nacional que havia derrubado o aumento do IOF, violando o princípio democrático da separação de Poderes. O que era para ser uma decisão do Parlamento passou a ser controlado por um ministro – consolidando um cenário de ditadura judicial.

    5. Censura institucionalizada e perseguição ideológica

    Jornalistas, influenciadores, parlamentares e cidadãos comuns vêm sendo sistematicamente perseguidos por críticas à Suprema Corte. A liberdade de expressão virou alvo, sob o pretexto de combater desinformação, sem critério, sem defesa e com punições desproporcionais.

    6. Concentração inconstitucional de poderes

    O ministro atua, frequentemente, como vítima, investigador, acusador, julgador e executor, reunindo funções incompatíveis com qualquer ordenamento jurídico sério. É a negação do Estado de Direito.

    7. Construção de uma narrativa política e jurídica artificial (a “trama golpista”)

    Os inquéritos e condenações relacionadas ao 8 de janeiro foram conduzidos de forma totalmente parcial, ignorando provas e garantias, com penas desproporcionais, sem direito à ampla defesa. Tudo isso serviu para sustentar uma narrativa de golpe, construída sem imparcialidade, que foi utilizada para criminalizar adversários e mobilizar o sistema contra uma parte da população.

    Diante disso, o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes (que já somam 29, e com este 30), não é apenas para responsabilizá-lo, mas para restaurar a ordem jurídica e constitucional no Brasil.

    E mais: defendo que o impeachment implique a nulidade de todos os atos praticados por Moraes com abuso de poder e violação de garantias constitucionais.”

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