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    EUA vai liderar megaoperação militar conjunta contra terroristas no Mar Vermelho

    Os EUA anunciaram nesta segunda-feira uma megaoperação militar marítima que defenderá navios comerciais no Mar Vermelho, em um esforço para frustrar o grupo rebelde terrorista Houthi, que atacou navios mercantes e forçou multinacionais a suspender as rotas através da região.

    O Secretário de Defesa Lloyd Austin revelou a “Operação Prosperity Guardian”, que será uma nova iniciativa de segurança envolvendo vários países: Reino Unido, Bahrein, Canadá, França, Itália, Holanda, Noruega, Seychelles e Espanha.

    A operação militar será operacionalizada através das Forças Marítimas Combinadas, uma aliança multinacional encarregada de defender as rotas de navegação do mundo.

    A Operação Prosperity Guardian será especificamente gerenciada pela Task Force 153, um componente das Forças Marítimas Combinadas que defende o Mar Vermelho, incluindo o Estreito de Bab el-Mandeb, perto do Iêmen e do Golfo de Aden.

    Austin disse a repórteres em uma coletiva de imprensa que os Houthis “violaram a lei internacional” assediando navios no Mar Vermelho. “Então, estamos tomando as medidas para construir uma coligação internacional para enfrentar esta ameaça,” disse ele.

    “Esta não é apenas uma questão dos EUA — Este é um problema internacional e merece uma resposta internacional”, completou. Austin disse que também convocará uma reunião com líderes estrangeiros para discutir os esforços para manter o Mar Vermelho livre de ataques.

    Desde que a guerra Israel-Hamas eclodiu em 7 de outubro, os Houthis apoiados pelo Irã se juntaram a outros grupos de milícias terroristas em todo o Oriente Médio para atacar posições e ativos dos EUA e de Israel.

    Os houthis lançaram ataques agressivos a navios comerciais como parte dos combates, incluindo o sequestro de um navio mercantil no mês passado, em um ataque ousado. A violência assustou os comerciantes, com a gigante petrolífera BP se juntando à empresa de transporte de contêineres Maersk para redirecionar os trânsitos para longe do Mar Vermelho.

    Os trânsitos redirecionados poderiam forçar os navios a fazer uma viagem muito mais longa pela África, prejudicando o ritmo do transporte comercial, algo que geraria impactos globais nos preços dos produtos, por exemplo. Cerca de 10% do comércio global flui através do Mar Vermelho a cada ano.

    Enquanto os EUA e outras forças navais já operam na região do Mar Vermelho para defender o transporte comercial, espera-se que a nova força-tarefa aumente a segurança, impedindo novos ataques dos terroristas na região. Com informações: THe Hill

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