Mais

    Presidente do STM: missão dos militares é garantir “processo legítimo” das eleições

    O presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Luís Carlos Gomes Mattos, falou durante uma coletiva na última quarta-feira (27) sobre qual é a responsabilidade das Forças Armadas nas eleições brasileiras. Ele explicou que não cabe aos militares interferir no papel da Justiça Eleitoral, mas que é preciso “garantir que o processo seja legítimo.”

    “Nós temos uma Justiça Eleitoral, e ela é a responsável pelo funcionamento real daquilo [eleições]. Nossa missão é diferente, não temos que nos envolver. Temos que garantir que o processo seja legítimo e tudo. Essa é a missão das Forças Armadas”, afirmou o general.

    Gomes Mattos, que está no STM desde 2011 e agora vai se aposentar compulsoriamente por completar 75 anos, disse também que o acirramento político “é do nosso país, é do mundo”, no sentido de fazer parte natural da disputa eleitoral.

    Em todo caso, o general reforçou que os militares “vão atuar dentro daquilo que está previsto para garantir que aquele processo [eleitoral] seja legítimo, e realmente que tenha respaldo popular”.

    O discurso de Gomes Mattos ecoa o posicionamento do ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, que tem rebatido os rumores de que as Forças Armadas estariam querendo pressionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no sentido de atender a algumas exigências do presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Para os generais, a atuação das Forças Armadas será estritamente de acordo com a Constituição Federal, sem interferências de cunho político-eleitoral, mas apenas como forma de garantia do processo democrático vigente.

    Leia também:

    Mendonça e Fux dizem não conseguir acessar dados do celular de Vorcaro

    Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça...

    Cúpula do Exército critica STF por não avançar na investigação contra Moraes

    Integrantes da cúpula do Exército manifestam insatisfação com o...

    Posts da semana