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    Fachin dá 5 dias para Bolsonaro explicar reunião com embaixadores: “Desinformação”

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, publicou um despacho nesta quinta-feira (21), onde determina que o governo possui o prazo de cinco dias para dar explicações sobre uma reunião feita na segunda (18) com embaixadores de vários países, a fim de apresentar questionamentos ao sistema eleitoral brasileiro.

    A decisão de Fachin atende a um pedido feito pelo presidenciável Ciro Gomes (PDT). No documento, o ministro considera que o presidente da República, Jair Bolsonaro, propagou “desinformação” ao levantar suspeitas sobre a segurança das urnas no país.

    “Da leitura da petição inicial extrai-se da causa de pedir que os fatos retratados indicam que a anduzida prática de desinformação volta-se contra a lisura e confiabilidade do processo eleitoral, marcadamente, das urnas eletrônicas”, declarou Fachin no despacho.

    Na reunião com os embaixadores, Bolsonaro voltou a apresentar dados de um inquérito aberto pela Polícia Federal em 2018, após um ataque hacker ao TSE. O chefe do Planalto disse querer maior transparência nas eleições.

    “Nós queremos, obviamente, estamos lutando para apresentar uma saída para isso tudo. Nós queremos confiança e transparência no sistema eleitoral brasileiro. Nós queremos corrigir falhas. Queremos transparência. Nós queremos democracia de verdade”, afirmou o presidente.

    No mesmo dia da reunião, Fachin já havia se manifestado, dizendo que é hora de dar “um basta” do que ele classificou como ataques ao sistema eleitoral e à democracia brasileira. No encontro com Bolsonaro, participaram diplomatas de países como Estados Unidos, Holanda e a Espanha.

    Em sua ação, Ciro Gomes e o PDT pedem que o vídeo da reunião de Bolsonaro com os embaixadores seja excluído das redes sociais. Plataformas como o Facebook e o YouTube ainda mantém a gravação no ar. Fachin, por sua vez, só irá se pronunciar quanto a isso após a manifestação do governo e do pedetista.

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