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    Lula agora se diz contra o aborto e fala que é “mais cristão” que Bolsonaro

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu em um jantar com lideranças do MDB e outros caciques políticos esta semana, onde buscou costurar alianças para o seu projeto de candidatura à Presidência da República. Na ocasião, o líder petista teria dito que é “mais cristão” que Bolsonaro.

    De forma curiosa, Lula voltou a insistir na tese de que é contra o aborto, mesmo tendo dito dias atrás que a prática é uma “questão de saúde” e, portanto, seria um direito que deve estar disponível para todos, sem motivo de “vergonha”.

    “Eu sou contra o aborto. Todos sabem disso. Quero debater com Bolsonaro: eu sou mais cristão que ele”, afirmou o petista, segundo informações da Veja. Sobre o aborto, no entanto, Lula afirmou no último dia 5 que “na verdade, [o aborto] deveria ser transformado em uma questão de saúde pública e todo mundo ter direito, e não vergonha”.

    A fala do petista causou forte repercussão negativa entre os religiosos, motivo pelo qual Lula teria sido aconselhado a evitar tratar de pautas morais e de costumes, focando apenas na pauta econômica. Como resultado, o líder sindical que já foi acusado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro, tentou contornar a sua posição sobre o aborto.

    Lula, então, passou a tentar transmitir a ideia de que defende apenas o direito de outras pessoas poderem escolher o aborto, e não que ele defenda a prática, em si. Em setembro de 2021, o líder petista já havia feito um malabarismo retórico semelhante para se referir ao assunto.

    “Não tenho vergonha de dizer que eu, Lula, pai de 5 filhos, sou contra o aborto. Mas, enquanto chefe de Estado, tenho que tratar o assunto como saúde pública”, disse ele na ocasião. “Eu acho que o aborto é um direito da mulher. Não preciso ser favorável, mas tenho que cuidar para que todos sejam tratados dignamente pela saúde pública”.

    Pelas redes sociais, a ativista pró-vida Marisa Lobo comentou a tentativa de Lula de se afastar da pauta. Segundo a psicóloga, quem defende o aborto como questão de saúde pública está defendendo a prática por consequência, visto que está se posicionando favorável à um tipo de direito que, sabidamente, permite o aborto.

    “Se dizer pessoalmente contra o aborto, mas apoiar a prática como um direito de ‘saúde pública’, é só um joguinho retórico para enganar apenas os idiotas! Quem é pessoalmente contra o aborto, não defende ele como um direito”, afirmou Marisa.

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