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    Na presença de Bolsonaro, general diz que Brasil precisa estar preparado para guerra

    Nesta quinta-feira (07), o chefe do Estado-Maior do Exército, general Marcos Antônio Amaro dos Santos, discursou durante a cerimônia de promoção de oficiais-generais, que contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro (PL), onde defendeu a necessidade do Brasil estar preparado para uma eventual guerra.

    Marcos Antônio citou como exemplo a guerra na Ucrânia para argumentar que conflitos bélicos podem ocorrer sem “convite”. Isto é, de forma repentina. Sua declaração se dá em um momento onde vários países do mundo passaram a aumentar os investimentos no setor de defesa, devido à tensão com a Rússia.

    “A guerra não precisa de convite. E ela chega mais cedo para os despreparados. Assim, devemos ter poder dissuasório para desencorajar, com meios convencionais, ameaças à nossa soberania”, declarou o general.

    “Tome-se a título de ilustração a invasão da Ucrânia ocorrida no último mês de fevereiro para contextualizar os desafios do Exército brasileiro, que são também certamente desafios das forças irmãs, a Marinha e a Força Aérea. Não é nenhum luxo para um país soberano ter forças armadas em condições de ser empregadas”, completou o militar.

    O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, não discursou no evento. Em sua fala, o general Marcos Antônio também falou, com certo tom de cobrança, sobre o papel do Estado brasileiro no fornecimento de recursos para a Defesa, o que atualmente está na casa de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

    “A estratégia nacional de defesa prevê que ao menos 2% do Produto Interno Bruto do país devam ser destinados ao preparo das Forças Armadas”, disse ele. “A responsabilidade pelo cumprimento e pela satisfação das demandas da Defesa Nacional não cabe exclusivamente aos militares. Ao contrário, cabe ao Estado brasileiro”.

    Por fim, o militar também ressaltou que “a guerra cibernética, restrições e bloqueios econômicos, a tentativa de imposição da narrativa pelos contendores, a ameaça da utilização de armamento nuclear, a percepção de lideranças fracas” em outros países devem fazer parte da formação dos militares, no sentido de conhecimento e estratégia.

    “A História uma vez mais nos mostra que a guerra ou a possibilidade de sua existência forma um elo indissociável entre os militares e a nação”, concluiu o general, segundo informações do Correio Braziliense.

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