Mais

    Já existe Projeto de Lei que prevê a prisão dos pais que não vacinarem os filhos

    Uma das maiores preocupações por parte dos pais que são contrários à vacinação de crianças entre 5 e 11 anos contra o novo coronavírus, é se a decisão deles a esse respeito será respeitada, de modo que os filhos e eles mesmos não sofram punições e restrições. No entanto, a depender de um Projeto de Lei que já existe, até mesmo a prisão poderá se tornar uma realidade.

    É o que prevê o Projeto de Lei 3842/19, de autoria da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que prevê a pena de prisão de um mês a um ano para quem deixar de vacinar criança ou adolescente, assim como para quem divulgar, propagar e disseminar, por qualquer meio, notícias falsas sobre as vacinas.

    Apesar da proposta ser do ano de 2019, portanto, anterior ao surgimento da pandemia do novo coronavírus, o PL já foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados e continua em tramitação no Congresso, onde deverá passar agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

    Na época, o PL foi aprovado na forma do substitutivo apresentado pelo relator, deputado Pedro Westphalen (PP-RS), ao texto original da deputada Alice Portugal e um outro projeto que tramitava em conjunto. O parlamentar defendeu a “relativização de direitos” em nome de “todos” para sustentar a sua posição.

    “A vida em sociedade exige, certamente, a relativização de direitos por todos, em prol do interesse público, do bem comum, e a vacinação pode ser considerada uma situação paradigma”, disse Pedro Westphalen na ocasião.

    “Por um lado, temos o direito individual na decisão sobre o que acontece com o nosso corpo, que é inviolável, como reconhece a Constituição. Por outro lado, a vida em sociedade exige a restrição de direitos individuais e sabemos que nenhum direito é absoluto”, argumentou.

    Atualmente, críticos da vacinação infantil contra o novo coronavírus, por outro lado, argumentam que vacinas tradicionais aplicadas em crianças há décadas já foram chanceladas pelo tempo e estudos ao longo de gerações, diferentemente da pandêmica atual.

    A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) brasileira, por sua vez, aprovou a vacina da Pfizer para crianças entre 5 e 11 anos, alegando que o medicamento é seguro e que os benefícios superam os riscos de possíveis efeitos adversos, de modo que isso contribuiria para o fim da pandemia e a maior imunidade comunitária.

    Mesmo assim, os pais que ainda estão em dúvida sobre o assunto, temem que medidas restritivas e até punitivas, como o Projeto de Lei 3842/19, possam ser usados contra eles e seus filhos, a exemplo do que vem sendo praticado em alguns estados sobre o chamado “passaporte sanitário”.

    Leia também:

    Mendonça e Fux dizem não conseguir acessar dados do celular de Vorcaro

    Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça...

    Cúpula do Exército critica STF por não avançar na investigação contra Moraes

    Integrantes da cúpula do Exército manifestam insatisfação com o...

    Posts da semana