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    PGR defende Bolsonaro e diz que fala em manifestação não foi “antidemocrática”

    O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que as declarações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro nas últimas manifestações em Brasília não podem ser consideradas “antidemocráticas”.

    No contexto, Aras falou sobre o inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) acerca das supostas “fake news”, onde explicou que há uma diferença entre liberdade de manifestação e levante antidemocrático.

    “É preciso fazer um corte entre liberdade de expressão e organização de atos que possam atentar contra o regime democrático”, afirmou. “A única ideologia de Estado no Brasil admissível é a da democracia participativa”, completou o procurador, segundo o Jornal de Brasília.

    Questionado sobre o apoio do presidente aos manifestantes, Aras foi taxativo ao falar da manifestação mais polêmica, ocorrida em frente ao quartel-general do Exército, onde os manifestantes foram acusados de pedir o AI5:

    “Se colocássemos as declarações que Bolsonaro fez naquele evento numa folha de papel de um editorial, elas não teriam impacto que possam ser tomadas como antidemocráticas”, declarou.

    “A presença dele (na manifestação), sim, pode merecer especulação, mas nós avaliamos isso e por isso optamos por identificar organizadores do evento, já que a fala do presidente isoladamente não tem conteúdo atentatório contra instituições ou que possa se caracterizar como antidemocrático”, conclui o PGR.

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