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    Maior porta-aviões do mundo já está no Caribe e Venezuela entra em alerta máximo

    O governo venezuelano iniciou o deslocamento de unidades militares e o acúmulo de armamentos em reação ao posicionamento de navios de guerra estadunidenses na região caribenha. A estratégia defensiva, denominada de “resistência prolongada”, foi documentada em planos de vários anos consultados pela Reuters e prevê a atuação de pequenas unidades em mais de 280 localidades, utilizando táticas de sabotagem e guerrilha.

    O presidente Nicolás Maduro acusou publicamente o governo norte-americano de buscar sua remoção do poder. “Os cidadãos venezuelanos defenderão a nação sul-americana da agressão americana”, afirmou o líder venezuelano.

    Em contrapartida, a administração do então presidente Donald Trump autorizou uma série de interceptações letais contra embarcações suspeitas de narcotráfico no Caribe, como parte dos esforços para conter o fluxo de drogas ilícitas. Trump chegou a sugerir a possibilidade de operações terrestres na Venezuela, declarando que “a terra será a próxima”.

    A presença militar dos EUA foi formalizada com o anúncio da entrada do Grupo de Ataque de Porta-Aviões USS Gerald R. Ford na área de responsabilidade do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM). Sean Parnell, principal porta-voz do Pentágono à época, justificou que “a presença reforçada da força dos EUA irá aprimorar as capacidades existentes para interromper o tráfico de narcóticos e degradar organizações criminosas transnacionais”.

    Assimetria de capacidades e desafios logísticos

    Relatórios da Reuters indicavam que a capacidade militar venezuelana enfrentava limitações significativas perante o poderio norte-americano. Comandantes de unidades militares na Venezuela teriam sido forçados a negociar diretamente com produtores locais para suprir alimentos às suas tropas, devido à escassez de provisões governamentais.

    Uma fonte próxima ao governo venezuelano, em declaração à Reuters, reconheceu as limitações: “Não duraríamos duas horas em uma guerra convencional”, admitiu, corroborando a opção por estratégias de guerrilha.

    Posicionamento internacional

    O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou-se sobre a crise na semana anterior aos eventos, declarando-se preparado para atender a eventuais pedidos de assistência por parte da Venezuela, ao mesmo tempo em que conclamava pela desescalada das tensões.

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