O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira (18/6) que o “PT da Bahia acaba de ser implodido pela Polícia Federal”, em referência à 9ª fase da Operação Compliance Zero, que tem como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
“Isso é um alento de que a impunidade vai ser combatida e, como nós sempre dizemos, o cerne de todo esse problema era o PT da Bahia e agora começa a vir à tona”, acrescentou o parlamentar, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
As declarações foram feitas durante evento que contou com a participação do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), pré-candidato ao Senado, e do senador Sergio Moro (PL-PR), pré-candidato ao governo do Paraná.
Na ocasião, Flávio apresentou a prévia de seu plano de segurança pública, batizado de “Brasil sem Medo”. O documento propõe 12 medidas principais, entre elas o combate “radical” ao crime organizado e a facções, a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, a criação de tropas de elite nas fronteiras e a construção de novos presídios de segurança máxima.
Operação Compliance Zero mira Jaques Wagner e ex-sócio de Vorcaro
A 9ª fase da Operação Compliance Zero tem como principais alvos o senador Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, de São Paulo e no Distrito Federal.
Além das diligências, foram autorizadas medidas cautelares diversas da prisão, incluindo a suspensão de passaportes e a proibição de contato entre os investigados.
As suspeitas contra Jaques Wagner surgiram após a análise de mensagens obtidas do celular de Augusto Lima. Os investigadores buscam apurar se o senador teria atuado em favor de pautas de interesse do Banco Master no Congresso, como uma proposta de ampliação do crédito consignado e outra medida conhecida como “Emenda Master”.
Em contrapartida, a PF investiga se o parlamentar teria recebido vantagens indevidas. Entre os benefícios sob apuração estão um apartamento em Salvador avaliado em R2,5milho~eseoutrasregaliasquesomariamaomenosR 3 milhões.
Parte desses pagamentos teria sido feita por meio de uma empresa ligada a familiares do senador, o que, segundo os investigadores, poderia ter servido para ocultar a origem dos recursos.
De acordo com a PF, os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.