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    Deltan detona relatório da PF sobre suposto golpe: ‘Erros e contradições gritantes’

    Ex-coordenador da operação Lava Jato, o ex-procurador da República Deltan Dallagnol usou as redes sociais para criticar o conteúdo do relatório final da Polícia Federal (PF) a respeito do suposto plano de golpe de Estado elaborado por apoiadores do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, então integrantes do seu governo.

    “Mal comecei a ler o relatório da PF com o indiciamento de Bolsonaro e já encontrei inúmeras falhas, erros e contradições”, comentou Dallagnol ao divulgar uma análise do documento, cujo sigilo foi aberto por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Um dos exemplos citados por Deltan foi o caso do ex-assessor de Bolsonaro, Felipe Martins, que chegou a ficar preso em regime fechado por causa de uma viagem ao exterior que, na verdade, não aconteceu.

    Leia a baixo a íntegra de uma publicação feita por Dallagnol nesta quarta-feira (27), questionando o relatório final da PF:

    “A Polícia Federal:

    – disse que Filipe Martins foi para os EUA com base em documento fraudado;
    – não checou se Filipe de fato saiu do país a partir de imagens de segurança do aeroporto, apesar de a PF ser o órgão responsável por controlar a entrada e saída de pessoas do país;

    – conseguiu prender Filipe e mantê-lo preso por mais de 6 meses com base na fraude;
    – revelada a fraude, não admitiu erro e agora diz que ele forjou saída pra se esconder da polícia;

    – disse que Filipe tentou se esconder em dezembro de 2022 por causa de uma minuta de golpe que só seria encontrada em janeiro de 2023 na casa de Anderson Torres, o que é, no mínimo, uma contradição e um salto lógico sem sentido;

    – desconsiderou fotos postadas em redes sociais em janeiro de 2024 que mostravam exatamente onde Filipe estava, o que prova que não havia intenção nenhuma de se esconder;

    – ignorou que Filipe fez viagens de Uber e pedidos no iFood usando seu cartão de crédito, o que também não é comportamento de quem está tentando se esconder da polícia.

    Por que pouquíssimos jornalistas e veículos de imprensa estão analisando de maneira crítica o relatório da PF, quando há falhas, erros e contradições tão gritantes como essa e que colocam em dúvida a qualidade geral da investigação?”.

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