Mais

    Doria diz que não respeita Bolsonaro, mas sim Lula: “É inteligente e tem passado”

    O líder tucano João Doria (PSDB-SP), governador de São Paulo que agora se dedica à pré-candidatura à Presidência da República, declarou durante uma entrevista que respeita o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamando-o de “inteligente”, alguém que “tem passado”.

    Por outro lado, Doria, que em 2018 chegou a fazer a campanha “BolsoDoria”, em apoio à candidatura do atual presidente Jair Bolsonaro, surfando na “onda conservadora” do então candidato ao Planalto, disse que não respeita Bolsonaro.

    “Embora eu seja um antagonista ao Lula, eu o respeito. O Lula não é Bolsonaro, o Lula é inteligente e tem passado”, disse Doria em entrevista para o Valor Econômico. “Eu tenho posições diferentes das dele, mas tenho respeito por ele [Lula]. Já Bolsonaro não merece o meu respeito. Eu sou um liberal social.”

    Em outra ocasião, Doria criticou a aproximação de Bolsonaro com o centrão político, alegando que teria sido “enganado”, fazendo parecer que o seu partido, o PSDB, não tem buscado unir forças com diferentes lideranças, inclusive de esquerda.

    Não por acaso, o agora ex-tucano Geraldo Alckmin (PSB) aceitou compor a chapa com Lula, sendo pré-candidato à vice-Presidência da República, pegando muitos paulistas de surpresa, dado ao seu histórico no tucanato.

    O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, outro exemplo, considerado o maior cacique do PSDB, chegou a se reunir com Lula em um almoço no ano passado, declarando apoio a ele contra Bolsonaro. “Entre Lula e Bolsonaro, acredito que Lula seja melhor”, disse FHC ao CB.

    Questionado sobre como vê o governo atual, porém, Doria declarou que “como eu, milhões de brasileiros acreditaram em Jair Bolsonaro, acreditamos que sua proposta era liberal, transformadora para o Brasil, de combate à corrupção, contrária à reeleição.”

    “E tem mais: ele se posicionava contra o Centrão. Fomos enganados. Logo depois de se eleger, ele dizia que era candidato à reeleição, já começava a fazer aproximação com o Centrão, já começava a fazer restrições ao trabalho de Sergio Moro, e demonstrava apreço pela economia estatizante, criando dificuldades para o programa de privatizações. Já em abril, ele comemorou o golpe militar de 64. Manifestei-me dura e fortemente contra isso”, criticou o tucano.

    Leia também:

    Mendonça e Fux dizem não conseguir acessar dados do celular de Vorcaro

    Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça...

    Cúpula do Exército critica STF por não avançar na investigação contra Moraes

    Integrantes da cúpula do Exército manifestam insatisfação com o...

    Posts da semana