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    Fachin admite que “a Justiça Eleitoral já pode estar sob ataque de hackers”

    O ministro Edson Fachin, que assumirá a presidência do Tribunal Superior Eleitoral no próximo dia 22, concedeu uma entrevista entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, onde revelou que a Justiça Eleitoral do Brasil já pode estar sob ataque de grupos hackers, havendo uma grande possibilidade de terem origem na Rússia.

    “A preocupação com o ciberespaço se avolumou imensamente nos últimos meses e eu posso dizer a vocês que a Justiça Eleitoral já pode estar sob ataque de hackers, não apenas de atividades de criminosos, mas também de países, tal como a Rússia, que não tem legislação adequada de controle”, afirmou o ministro.

    A Rússia, por sinal, é o país no qual se encontra o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, que é crítico do atual modelo eleitoral brasileiro. Fachin, por sua vez, argumentou que a preocupação do TSE é com o “populismo autoritário”, o qual segundo ele defenderia um “discurso oco” sobre liberdade e democracia.

    “Porque, para garantir a liberdade, é preciso controlar quem atenta contra a liberdade. Para garantir a liberdade de expressão, é fundamental que se garanta a expressão da liberdade. Porque, senão, o discurso da liberdade é um discurso oco, é um discurso próprio do populismo autoritário”, afirmou o ministro.

    Fachin também citou um risco de ataques oriundo de outros países. “Nós temos riscos detectados em alguns países, como, por exemplo, na Macedônia do Norte, que são riscos detectados, entraram no nosso radar diagramado do desenho desses riscos”, explicou.

    A Rússia, no entanto, seria a fonte do maior número de ataques cibernéticos que podem ameaçar a Justiça Eleitoral brasileiro. No entanto, Fachin também afirmou que o sistema brasileiro está preparado para garantir a segurança das eleições este ano.

    “Em relação aos hackers que advêm da Rússia, os dados que nós temos dizem respeito a um conjunto de informações que estão disponíveis em vários relatórios internacionais e muitos deles publicados na imprensa”, afirmou.

    “Há relatórios públicos e relatórios de empresas privadas, que a Microsoft fez publicar perto do fim do ano passado, que mostram que 58% dos ciberataques têm origem na Rússia”, concluiu o ministro.

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