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Quinta-feira, 30 Junho, 2022

Mourão: ‘Pazuello deve ser punido para evitar que a anarquia se instaure nas Forças’

O general e vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta quinta-feira (27) que o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, deve ser punido pelo comando do Exército Brasileiro, a fim de que evitar que “a anarquia se instaure dentro das Forças” militares.

“A regra tem que ser aplicada para evitar que a anarquia se instaure dentro das Forças, porque assim como tem gente simpática ao governo, tem gente que não é”, afirmou o vice-presidente, se referindo à presença de Pazuello em uma manifestação ocorrida no Rio de Janeiro no último domingo, quando milhares de motociclistas fizeram uma “motociata” com o presidente da República.

Para Mourão, a única forma de evitar que militares passem a fazer manifestações políticas, pró ou contra o governo, é deixando claro os limites constitucionais das Forças Armadas, o que exige em sua opinião a punição do ex-ministro, a fim de que isso sirva de exemplo.

“Então, cada um tem que permanecer na linha que as Forças Armadas tem que adotar. As Forças Armadas são apartidárias. O partido das Forças Armadas é o Brasil”, afirmou o vice-presidente.

Questionado sobre uma possível reação de Bolsonaro no sentido de proibir punições a Pazuello, como Chefe Supremo das Forças Armadas, conforme informações noticiadas pela imprensa na segunda-feira, Mourão indicou que isso não existiria entre os militares.

“Isso aí é um entendimento meio canhestro da coisa. Não funciona assim”, disse. “Exército vai seguir os trâmites previstos no regulamento e, se o comandante chegar à conclusão de que precisa aplicar a punição ao Pazuello, ele vai aplicar”, disse o general. Veja:

Chefe Supremo das Forças Armadas, Bolsonaro proíbe Exército de falar contra Pazuello

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