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Sábado, 2 Julho, 2022

CRISE: recém-filiado ao União Brasil, Moro poderá ser impugnado e ficar inelegível

A decisão do ex-ministro Sérgio Moro de migrar para o União Brasil, saindo do Podemos, poderá lhe custar o futuro político. Isso porque, com a mudança, criou-se um impasse em relação ao cargo que disputará este ano, bem como a ameaça de impugnação da sua intenção de se lançar à Presidência da República.

Assim que comunicou que não desistiu “de nada” em relação à disputa pela Presidência, no fim da tarde desta sexta-feira (1°), lideranças do União Brasil emitiram uma nota rebatendo o ex-ministro quanto a este desejo.

“Caso seja do interesse de Moro construir uma candidatura em São Paulo pela legenda, o ex-ministro será muito bem-vindo. Mas, neste momento, não há hipótese de concordarmos com sua pré-candidatura presidencial pelo partido”, diz o texto.

Com isso, segundo informações da CNN Brasil, uma ala do União Brasil ligada a ACM Neto já está elaborando um pedido de impugnação da sua candidatura à Presidência, caso Moro insista em sua intenção.

“Vamos apresentar, ainda hoje, um requerimento de impugnação da filiação dele [Sergio Moro]. Será assinado pelos oito membros com direito a voto no partido, o que corresponde a 49% do colegiado. A filiação, uma vez impugnada, requer 60% para ter validade”, disse ACM Neto.

Com o racha interno poucas horas após a nova filiação, Moro fica em uma tremenda encruzilhada, pois se não abrir mão da sua candidatura ao Planalto, se recusando a disputar outro cargo, como o de deputado ou senador, ele poderá ser impugnado e ficar inelegível.

Isso, porque, conforme anunciado pelo jornalista Gerson Camarotti no G1, “o calendário eleitoral prevê que só podem ser candidatos os cidadãos que estiverem filiados a um partido político até as 23h59 deste sábado (2). Quem se filiar ou migrar de legenda a partir de domingo não pode constar nas urnas em outubro.

Como Moro acabou de sair do Podemos, criando um imbróglio com a legenda do senador Álvaro Dias, que chegou a publicar uma nota criticando o ex-ministro, se o impasse no União Brasil não for sanado até este sábado, o ex-ministro terá poucas horas para acertar com outro partido, visto que dificilmente o Podemos lhe aceitaria de volta depois da sua “traição”.

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