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Quarta-feira, 29 Junho, 2022

Bolsonaro dá a largada em ‘novo 7 de setembro’ ao dizer que participará do evento

Em um dia de declarações fortes em tom de indignação, o presidente Jair Bolsonaro (PL) deu indicativos de que o próximo 7 de setembro desse ano poderá ser de grandes manifestações, assim como as que ocorreram em 2021, quando só em Brasília cerca de 400 mil pessoas lotaram a Esplanada dos Ministérios.

Durante uma entrevista para a jornalista Débora Bergamasco, do SBT, o presidente anunciou que deverá participar do 7 de setembro desse ano. Na prática, o anúncio soa como uma largada para a mobilização dos apoiadores do governo.

“Olha, o que está sendo organizado, por exemplo, é o 7 de setembro. É onde a presença do povo estaria dando uma demonstração de que lado eles estão. Do lado da ordem, da lei, da ética, da democracia, da defesa da família, contrário ao aborto”, disse o presidente na entrevista.

Sobre os seus apoiadores, Bolsonaro disse que “eles querem eleições limpas, transparentes. Nós não estamos preocupados se fulano de tal vai ser eleito presidente desde que as eleições sejam transparentes e limpas e possam ser auditáveis.”

O presidente argumentou que o 7 de setembro, agora em ano eleitoral, servirá também para apontar o apoio da população a determinados candidatos, como uma espécie de demonstração de força política nas ruas.

Essa tem sido uma tecla bastante batida pelos apoiadores do governo; no caso, a diferença entre as manifestações de rua e o resultado das pesquisas de intenção de votos, onde o ex-presidente Lula aparece, supostamente, liderando em todos os cenários.

“Eles [os apoiadores] querem aproveitar a data, do 7 de setembro, pra ter uma grande concentração, por exemplo em São Paulo, nas capitais, aqui em Brasília, que vai ser um 7 de setembro e também um apoio a um possível candidato que esteja disputando”, disse o presidente.

“E isso está mais do que claro. E é uma demonstração pública de que grande parte da população apoia um certo candidato, enquanto o outro lado do outro candidato não consegue juntar gente em lugar nenhum do Brasil”, concluiu o presidente.

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