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Domingo, 26 Junho, 2022

Alvo de Moraes, PCO diz que fará ação nas ruas contra o STF: “Golpista e ditatorial”

O Partido da Causa Operária (PCO) continua mantendo a sua postura de ataque aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente contra Alexandre de Moraes, após o juiz incluir a legenda no polêmico inquérito das fake news, assim como determinar o bloqueio dos seus perfis nas redes sociais.

“Hoje, sem conseguir controlar o presidente fascista, a burguesia parte novamente para o campo jurídico para golpear o povo, as esquerdas e principalmente o político mais popular do país, Lula”, diz o PCO, que completa:

“A ferramenta autoritária será o falso combate às mentiras, as chamadas Fake News, cujo relator do inquérito processual é o Ministro Alexandre de Moraes, um típico reacionário que chegou à Corte por indicação de um presidente ilegal, Michel Temer (MDB).”

“Se não travarmos essa guerra contra a ditadura do STF, desmascarando-o, veremos esse fajuto combate às Fake News criminalizar movimentos sociais, partidos e políticos de esquerda que não poderão afirmar e opinar sobre nada que vá de encontro aos interesses das elites.”

“Será a institucionalização do ‘crime’ de opinião. Uma simples crítica às instituições antidemocráticas e decadentes da burguesia poderá levar seu autor para as grades. Pela defesa da liberdade de expressão e todos os direitos democráticos, às ruas com o PCO”, diz o partido em um artigo publicado em seu portal.

Ao divulgar o texto, o partido também instigou uma mobilização: “O PCO está organizando uma grande campanha contra o STF, que decretou o bloqueio das redes sociais do Partido. Defenderemos nas ruas o direito de opinião e o fim do tribunal golpista e ditatorial. Dissolução imediata do STF!”.

Ao decidir influir o PCO no inquérito das fake news, Moraes apontou que o partido estaria utilizando recursos públicos para financiar “a propagação das declarações criminosas”, entre as quais está uma acusação, sem provas, de que o ministro estaria planejando um “golpe” nas eleições desse ano.

“Efetivamente, o que se verifica é a existência de fortes indícios de que a infraestrutura partidária do PCO, partido político que recebe dinheiro público, tem sido indevida e reiteradamente utilizada com o objetivo de viabilizar e impulsionar a propagação das declarações criminosas, por meio dos perfis oficiais do próprio partido, divulgados em seu site na internet”, disse Moraes em seu despacho.

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