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    Esposa de coronel preso pelos atos de janeiro pede ajuda: ‘Não sei mais como gritar’

    A esposa do ex-comandante de Operações da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Jorge Eduardo Naime, tem utilizado as redes sociais para pedir ajuda em favor do marido, preso por determinação do Supremo Tribunal Federal no âmbito o inquérito que apura os atos de oito de janeiro desse ano.

    Ontem, segunda-feira, o coronel precisou ser socorrido e levado ao hospital após passar mal na prisão, apresentando “fortes dores no peito”, segundo relato da esposa Mariana Adôrno Naime.

    “Na última sexta-feira, foi diagnosticado com tromboflebite aguda na veia cefálica. Como as dores evoluíram, há um risco grande do trombo ter deslocado e [há] ameaça de embolia. Socorro”, publicou a esposa do militar.

    Ao comentar uma matéria da Veja, Mariana escreveu: “Me ajudem, por favor!🙏 Não sei mais como gritar e pedir ajuda!”. Naime está preso há 300 dias e, segundo a sua defesa, o militar estava de licença quando os protestos de oito de janeiro ocorreram.

    O coronel saiu da licença, segundo a defesa, para comandar as forças de segurança, chegando a ser ferido. O deputado Nikolas Ferreira chamou de “tortura” a sua prisão. Por meio das redes sociais, ele pediu a soltura do militar.

    “Já acionamos a justiça, denunciamos, conversamos com os familiares… fizemos de tudo que possa ser feito. Mas não há meios legais contra a tirania. O que estão fazendo com o Coronel Naime é tortura. Alexandre, solte esse homem, pra que outra família não venha chorar mais uma perda”, postou o deputado.

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