Mais

    Ives Gandra: Alexandre de Moraes quer poder que a Constituição não o dá

    Constrangido por se ver obrigado a ir na contramão da atuação de colegas juristas que exercem função pública, o renomado professor de Direito Ives Gandra da Silva Martins expôs a inconstitucionalidade da decisão tomada pelo ministro Alexandre de Moraes contra a nomeação de Alexandre Ramagem para a Direção da Polícia Federal.

    Um dos responsáveis pela confecção da Constituição Federal em 1988, Ives Gandra não se furtou a denunciar a tirania da pseudo-deidade: “Não consigo encontrar nenhum dispositivo que justifique a um ministro da Suprema Corte impedir a posse de um agente do Poder Executivo, por mera acusação de um ex-participante do governo, sem que houvesse qualquer condenação ou processo judicial a justificar”.

    Alexandre de Moraes, que já conduz inquéritos arbitrários levando o STF a cumprir o papel de investigar, processar e julgar, é figura com quem Ives Gandra já teve contato ao longo dos anos e foi alertado neste artigo a respeito da invasão de competências do Poder Executivo.

    “Se meras suspeitas servirem, a partir de agora, o Poder Judiciário estará revestido de um poder político que não tem, constitucionalmente, de dizer quem poderá ou não ser nomeado de acordo com a visão do magistrado de plantão, mesmo que não haja qualquer condenação ou processo judicial em relação àquele pelo Executivo escolhido”, asseverou o jurista no artigo publicado no Conjur.

    A Corte criada para guardar a Constituição, mais uma vez, a usurpa.

    Leia também:

    Mendonça e Fux dizem não conseguir acessar dados do celular de Vorcaro

    Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça...

    Cúpula do Exército critica STF por não avançar na investigação contra Moraes

    Integrantes da cúpula do Exército manifestam insatisfação com o...

    Posts da semana