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Quinta-feira, 30 Junho, 2022

Evangélico, cotado para vaga no STF defende a “sabedoria milenar da Bíblia”

O presidente Jair Bolsonaro terá no mês de julho a oportunidade de indicar mais um ministro para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), após a aposentadoria de Marco Aurélio de Mello, prevista para o dia 05 daquele mês. E entre os cotados está o desembargador federal William Douglas.

A carreira do Dr. Douglas dispensa comentários. Com mais de 50 livros publicados, ele é tido como um dos juristas mais respeitados do Brasil, não apenas por sua atuação na magistratura, como em projetos sociais como a Cristolândia, mantido pela Convenção Batista Brasileira, o qual atua na recuperação de dependentes químicos em quase todo o Brasil.

Evangélico, professor Universitário, ex‐professor da UFF (concursado, cargo efetivo), docente em diversas universidades públicas e privadas, agraciado com 4 medalhas militares, diversas medalhas civis e 3 prêmios pela atuação na área de inclusão social e racial, o juiz está entre os nomes mais cotados na lista do presidente Jair Bolsonaro para assumir uma vaga no STF.

“Eu era titular da 4ª Vara Federal de Niterói que, diversas vezes, foi reconhecida como exemplo de produtividade, inclusive pelo CNJ e pelo Innovare. Quando deixei a 4ª Vara, ela não tinha processos em atraso e quero manter essa toada”, disse o juiz em uma entrevista para o Poder360.

A alta produtividade é um dos destaques na carreira do Dr. Douglas. Mas, aparentemente foi o fato de ser evangélico e defender abertamente os valores bíblicos o que colocou o magistrado na lista do presidente da República, visto que Bolsonaro se comprometeu com a base evangélica de indicar alguém do seu segmento, em 2019, algo reiterado por ele também esse ano.

Questionado sobre a sua vida de fé atrelada ao trabalho como juiz, Dr. William Douglas disse que grande parte do seu sucesso profissional se deve à “sabedoria milenar da Bíblia”. O magistrado também apontou que já foi rejeitado em alguns eventos por causa da sua religião, indicando, assim, acreditar que existe cristofobia no Brasil.

“O que posso dizer é que, como evangélico praticante, eu já deixei de ser convidado para eventos profissionais porque os organizadores achavam que uma pessoa praticante de sua fé poderia causar algum mal-estar. Isso me entristece, mas nunca me demoveu de ser um cristão praticante”, disse ele.

“Boa parte dos meus livros é sobre direito, estudos, educação e outra boa parcela é sobre religião e desenvolvimento pessoal. Outra vertente minha é a produção de livros que ensinam como aplicar a sabedoria milenar da Bíblia em ambientes seculares, ou seja, aproveitar aquele conhecimento de forma laica”, destacou.

“Essa atividade me proporcionou conhecer pessoas católicas, espíritas, umbandistas, muçulmanas, judias e das mais diversas denominações evangélicas. Sou muito feliz pelos caminhos aos quais minha fé me levou, só ganhei com isso. E não foi por causa disso que deixei de ser um juiz premiado por produtividade”, conclui Dr. Douglas.

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