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    Vídeo: para alunos em sala, professor defende Lula e diz que “Bolsonaro é racista”

    Um professor da rede estadual de ensino do Paraná usou uma aula de inglês para defender o projeto de controle da mídia do ex-presidente Lula. Em um vídeo gravado por um estudante (veja abaixo) que circula nas redes sociais, o professor, que também é jornalista, diz que o controle da informação seria uma “coisa boa” e que “não é nada de comunismo”.

    Nas imagens, o docente ainda fala do presidente Jair Bolsonaro que, segundo ele, incentivaria a violência, além de ser “racista, preconceituoso, misógino, homofóbico”. O vídeo foi feito por um aluno de um colégio do município de Colombo, Região Metropolitana de Curitiba.

    Nele, o professor, que atua há dois anos na rede pública, aparece em primeiro plano, pedindo atenção dos alunos, que estão falando e fazendo barulho.

    “Atenção que isso é importante. Sabem qual é o controle da informação que o Lula quer? Hoje no máximo quatro famílias detêm os meios de comunicação. O controle é esse. Tira dessas famílias e democratiza. Você quer ter um meio de comunicação online, virtual, tudo bem, mas vamos então vamos dividir a fatia do bolo, então é uma coisa boa”, diz o docente.

    Na sequência, o professor ainda insiste que o projeto de Lula “não é controlar a informação, embora ela tenha de ser controlada, discurso de ódio também [tem de ser controlado], mas não é nada de comunismo que é o que os bolsonaristas começaram a fazer. O controlar a informação é isso”.

    Um aluno tenta contrapor o professor, dizendo que já existem leis que controlam o que pode ser dito, e cita como exemplo o fato de não se poder xingar presidente “de isso ou aquilo”.

    A partir da menção ao presidente, o professor se exalta e diz que “Bolsonaro incentiva a violência; Bolsonaro é racista, preconceituoso, misógino, homofóbico, e fala de Deus, usando o nome de Deus em vão, ele não tem moral.”

    Mesma escola em 2019

    Segundo informações da psicóloga e presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) do Paraná, Marisa Lobo, este caso ocorreu na escola Abraçam Lincoln, a mesma unidade onde, em 2019, uma foto do presidente Bolsonaro foi colocada sobre uma lata de lixo.

    Na época, Marisa foi até o local e fez uma gravação, cobrando explicações da escola. De forma curiosa, no entanto, a psicóloga acabou tendo que responder a dois processos, dos quais ela julga ter sido injustiçada.

    “A mesma escola que fiz um vídeo, fazendo uma denuncia de doutrinação, que me rendeu 2 processos”, afirmou Marisa à Tribuna de Brasília. Segundo a psicóloga, projetos como o Escola Sem Partido surgiram para combater esse tipo de situação e precisam ser retomados.

    “Lutamos pelo Escola Sem Partido lá atrás, mas o projeto acabou sendo esquecido, acredito que em boa parte por causa dos muitos ataques que o governo sofreu em outras áreas, a partir de 2020, tendo que se concentrar em sua defesa contra as articulações que visavam a derrubada do presidente”, disse Marisa.

    “Por outro lado, também houve a negligência de deputados que se elegeram nas sombras de Bolsonaro, e nada fizeram pelo projeto. Esperam tudo de Bolsonaro, mas o presidente não pode fazer tudo sozinho, principalmente estando sob ataque constante. Precisamos de uma Câmara e Senado alinhados para mudar essa realidade”, concluiu a psicóloga.

    Com informações da Gazeta do Povo. Assista:

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