Uma notícia-crime apresentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Jair Bolsonaro, da qual originou a abertura de um inquérito que visa investigar o chefe do Executivo por supostas “fake news”, parece que não chegará ao fim ainda este ano. Isso, porque, a PGR (Procuradoria Geral da República) defendeu a manutenção do processo.
O posicionamento foi emitido pela subprocuradora-geral da Repúblia, Lindôra Araújo. Segundo ela, “é prematuro o encerramento das investigações” que apuram se o presidente da República cometeu ou não algum crime durante uma live transmitida por ele, onde questionou a segurança das urnas eletrônicas.
Ao justificar a decisão, a subprocuradora disse haver “indícios” de “divulgação indevida de informações falsas e/ou de baixa confiabilidade” e de que envolvidos na viabilização da live “tinham ciência da imprecisão das informações veiculadas”.
“Em conclusão, verificou-se, de forma sujeita a aprofundamento específico no presente Inquérito e no referido Inquérito 4874, a atuação de investigados comuns aos dois inquéritos, com uso de perfis falsos por particulares e servidores públicos, bem como com
possível uso de infraestrutura pública, para a publicação e divulgação de ataques a instituições como o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL e seus Ministros e o CONGRESSO NACIONAL e seus integrantes, por meio de redes sociais”, diz o parecer da PGR.
A live alvo do inquérito ocorreu em 29 de julho. Na ocasião, o presidente apresentou dados da Polícia Federal, onde os agentes da organização teriam apontado vulnerabilidades nas eleições ocorridas entre 2014 e 2018.
Na época, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contestou Bolsonaro e no dia 4 de agosto, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes aceitou notícia-crime do TSE para incluir Bolsonaro no inquérito das fake news, o que também provocou críticas por parte do Executivo.