Presidente do Conselho Federal de Medicina critica CPI: “A verdade vai prevalecer”

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 está com o fim dos seus dias agendado, mas os questionamentos envolvendo a atuação dos senadores está longe de terminar, especialmente após a inclusão de Mauro Luiz de Britto Ribeiro, presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), na lista dos investigados.

A inclusão do médico responsável pela gerência do CFM foi realizada a pedido do senador Renan Calheiro, relator da CPI. Segundo o parlamentar, o profissional de saúde será investigado por “seu apoio ao negacionismo, pela maneira como deu suporte à prescrição de remédios ineficazes, e os defendeu publicamente, e pela omissão diante de fatos evidentemente criminosos”.

A posição Calheiros e dos senadores oposicionistas que integram a CPI, no entanto, já foi rebatida pelo próprio CFM, o qual divulgou nota explicando que a posição da autarquia se dá em defesa da autonomia médica. O próprio Mauro, por sua vez, se disse tranquilo quanto à noticia da investigação envolvendo o seu nome.

“Recebemos com toda tranquilidade do mundo, sem nenhuma surpresa, apenas lamentando o fato de termos pedido várias vezes para sermos convocados à CPI e nunca termos sido chamados, mesmo sendo a voz dos médicos”, disse ele em um vídeo divulgado em suas redes sociais.

O médico apontou diferença de tratamento por parte da CPI em relação aos ouvidos pela comissão, explicando que nenhum representante do próprio CFM foi chamado a comparecer no Senado.

“A comissão investigou o tratamento da Covid-19. Várias pessoas foram chamadas para falar, mas os médicos não se fizeram representar por sua maior instituição, que é o Conselho Federal de Medicina (CFM). Mas a verdade vai prevalecer”, completou Mauro. Assista abaixo: