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    Nomeação de general para a direção-geral do TSE é “dissimulação”, diz deputado

    Recentemente foi divulgada a notícia, aqui mesmo na Tribuna de Brasília, de que o ex-ministro da Defesa do governo Bolsonaro, general Fernando Azevedo, foi convidado para assumir a direção-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), algo que a priori foi visto por muitos aliados do presidente da República como algo a ser comemorado.

    Todavia, para o deputado federal José Medeiros, essa nomeação seria na verdade uma “dissimulação”, supostamente por parte dos magistrados do próprio TSE, a fim de dar uma “cara de isenção ao processo”, segundo o parlamentar que costuma ser um crítico dos ministros.

    “Sorrateira porém reveladora a nomeação do general que é desafeto do presidente para cuidar do processo eleitoral incluindo apuração. Ao chamar um militar dão cara de isenção ao processo, olhe aí, coloquei um “seu” para auditar o sistema. Dissimulada ação, mas todo mundo viu.”, disparou Medeiros em sua rede social.

    A notícia sobre a nomeação de Azevedo, de fato, também é vista com desconfiança por alguns apoiadores do governo. Isso porque, o general da reserva do Exército também já foi assessor especial do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a gestão do presidente Dias Toffoli.

    Além disso, Azevedo foi substituído em março desse ano pelo presidente Jair Bolsonaro, do cargo de ministro da Defesa, pelo atual ministro general Braga Netto. Aliados do governo acreditam que a mudança ocorreu exatamente por falta de alinhamento com o presidente.

    Na direção-geral do TSE, Azevedo terá a responsabilidade de cuidar de licitações e lidar com questões administrativas, além de ter sob o seu comando a secretaria de tecnologia, responsável por desenvolver softwares utilizados pelo próprio tribunal.

    O presidente Jair Bolsonaro, que antes defendia arduamente o voto impresso como medida de segurança para as eleições de 2022, agora deposita a sua confiança na participação dos militares em “todas as fases” do processo eleitoral, algo que o convite do ex-ministro da Defesa para o cargo citado parece ser, também, um sinal receptividade por parte dos ministros do TSE.

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