A deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP) reagiu a uma publicação feita pelo ex-ministro Sérgio Moro, onde ele defendeu a vacinação infantil contra o novo coronavírus como uma medida de “urgência”. Segundo a parlamentar, a tese de que a decisão final sobre o assunto ficará a critério dos pais, não se mostrará na prática.
A resposta de Janaína ao ex-ministro foi porque ele argumentou em defesa da medida, alegando que os pais terão o poder de escolher vacinar ou não os filhos, desde que os imunizantes estejam disponíveis, conforme o noticiado pela Tribuna de Brasília na quarta-feira, 22.
“A vacinação das crianças contra o coronavírus foi liberada pela Anvisa, que atestou, tecnicamente, sua segurança e eficácia. Ao Governo cabe disponibilizar a vacina com urgência e não privar os pais de decidirem o que é melhor para seus filhos”, defendeu o ex-ministro.
Janaína, no entanto, discorda do argumento. Ela citou como exemplo as medidas restritivas impostas aos adultos, o chamado “passaporte sanitário”, que na prática serve para forçar a vacinação de pessoas que optaram por não serem vacinadas.
No caso das crianças, muitos pais receiam que escolas e outros estabelecimentos passem a exigir a vacinação dos alunos, também como forma de obrigar os pais a vacinarem os filhos. Como o público infantil não é considerado grupo de risco para o coronavírus, muitas famílias estão em dúvida sobre a questão.
“Ministro, a questão é: Permitirão que os pais decidam? Os pais dos adolescentes não estão podendo decidir! Os adultos sequer podem decidir sobre si próprios. O sr considera constitucional demitir uma pessoa com justa causa, por não querer se vacinar?”, questionou Janaína ao responder a publicação de Moro.
Ministro, a questão é: Permitirão que os pais decidam? Os pais dos adolescentes não estão podendo decidir! Os adultos sequer podem decidir sobre si próprios. O sr considera constitucional demitir uma pessoa com justa causa, por não querer se vacinar?
— Janaina Paschoal (@JanainaDoBrasil) December 22, 2021