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Sábado, 25 Junho, 2022

Inédito: Bolsonaro acusa Moraes de traição em suposto acordo após o 7 de setembro

Na manhã desta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ter traído um suposto acordo feito com ele, no dia em que divulgou uma carta à Nação dias após o 7 de setembro de 2021, com o auxílio do ex-presidente Michel Temer.

“Não falei isso para ninguém, estou falando primeiro para você. Estava eu, Michel Temer e um telefone celular na minha frente”, disse o presidente para à jornalista Débora Bergamasco, do programa Perspectivas, do SBT.

“Ligamos para o Alexandre de Moraes e falamos três vezes com ele, e combinamos umas certas coisas para assinar aquela carta. Ele não cumpriu nenhum dos itens que eu combinei com ele”, completou Bolsonaro.

Logo após a repercussão desse trecho da entrevista, o ex-presidente Temer veio a público para apresentar uma versão contrária a do presidente. Segundo o cacique do PMDB, o suposto acordo não teria ocorrido, mas ele admitiu que não chegou a ouvir toda a conversa entre Bolsonaro e Moraes.

“Não houve isso. Ficaria mal para o Alexandre, mas ficaria mal para Bolsonaro. O que houve foi uma conversa amigável entre eles por telefone. Eu me afastei um pouco até para deixá-los à vontade”, disse Temer nesta terça.

“Eu não ouvi isso [do suposto acordo] em momento algum. Não estava perto, não ouvi isso, mas devo dizer que ficaria mal para o Alexandre e para ele (a existência de um acordão)”, ressaltou Temer à coluna Radar, da revista Veja, que completou:

“Eu telefonei ao Alexandre e disse que ele iria falar com Bolsonaro. O que escutei foi Bolsonaro dizer, ‘olha, não quero briga com você, não. Eu sou Palmeiras e você é Corinthians, essa é a única briga que eu quero ter com você’. Foram quatro ou cinco minutos de conversa, mas não ouvi nada não republicano”, disse Temer.

Questionado por Bergamasco sobre qual teria sido o conteúdo do acordo, Bolsonaro se recusou a revelar. Ele também disse que não fez a gravação da conversa por “questão de ética”. Assista o momento da entrevista, abaixo:

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