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Sexta-feira, 12 Agosto, 2022

Em delação ‘bomba’, Valério apontou suposta relação do PT com o PCC, diz revista

Apontado como principal articulador do “Mensalão”, Marcos Valério falou em delação premiada sobre a suposta relação do Partido dos Trabalhadores (PT) com o Primeiro Comando da Capital (PCC), a principal organização criminosa do país e uma das maiores da América Latina.

Condenado a 37 anos de cadeia por participar do mensalão, os trechos da delação de Valério foram revelados pela Veja nesta sexta-feira (01). Segundo a revista, o publicitário disse “que ouviu do então secretário-geral do PT, Sílvio Pereira, detalhes sobre o que seria a relação entre petistas e o Primeiro Comando da Capital (PCC).”

“Segundo Valério, o empresário do ramo dos transportes Ronan Maria Pinto chantageava o então presidente Lula para não revelar o que supostamente seria uma bala de prata contra o partido: detalhes de como funcionava o esquema de arrecadação ilegal de recursos para financiar petistas”, diz a revista.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro comentou a reportagem da Veja: “Não há dúvidas de que o crime tem Lula como aliado e a mim como inimigo, o que muito me orgulha. Com ele eram diálogos cabulosos. Comigo são recordes de apreensão de drogas e prejuízos às facções. Ele quer esses ‘jovens’ soltos. Eu quero que esses bandidos apodreçam na cadeia.”

Ainda segundo a Veja, de acordo com Marcos Valério, “o então secretário-geral petista o informou que Ronan ameaçava revelar que o PT recebia clandestinamente dinheiro de empresas ônibus, de operadores de transporte pirata e de bingos e que, neste último caso, os repasses financeiros ao partido seriam uma forma de lavar recursos do crime organizado.”

Apesar de se tratar de uma delação realizada há vários anos, os trechos agora revelados pela Veja podem impactar negativamente a intenção do PT de recolocar o ex-presidente Lula no poder, visto que as informações surgem como um prato cheio para os ataques dos aliados do Planalto à esquerda brasileira.

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