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31 Agosto, 2025
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    “É hora de voltar às nossas raízes em torno da liberdade de expressão”, diz Zuckerberg

    Na terça-feira, 7 de janeiro, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou uma mudança significativa na política de moderação de conteúdo. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Zuckerberg afirmou que a empresa retomará suas raízes, priorizando a liberdade de expressão e reduzindo o que chamou de “excesso de erros e censura” no atual sistema.

    “É hora de voltar às nossas raízes em torno da liberdade de expressão. Chegou a um ponto em que há muitos erros e muita censura. Estamos substituindo os verificadores de fatos por ‘notas da comunidade’, simplificando nossas políticas e nos concentrando na redução de erros. Estamos ansiosos por este próximo capítulo”, declarou o executivo.

    A principal mudança anunciada é a substituição do sistema de verificação de fatos, que será substituído por um modelo de “notas da comunidade”. Nesse novo formato, os próprios usuários das plataformas da Meta poderão moderar o conteúdo por meio de um sistema de votação. A iniciativa é semelhante ao modelo adotado pelo X, antigo Twitter, rede social adquirida pelo bilionário Elon Musk em 2022.

    Zuckerberg também criticou o atual sistema de verificação de fatos, acusando-o de parcialidade política. “Os verificadores de fatos simplesmente têm sido politicamente parciais demais, destruindo mais confiança do que criaram”, afirmou. A declaração reflete uma preocupação crescente entre conservadores e defensores da liberdade de expressão, que argumentam que grandes plataformas de tecnologia têm adotado práticas de censura seletiva, muitas vezes silenciando vozes alinhadas a ideologias de direita.

    A decisão da Meta ocorre em um momento de intenso debate sobre o papel das redes sociais na moderação de conteúdo e na garantia da liberdade de expressão. Nos últimos anos, plataformas como Facebook e Twitter foram alvo de críticas tanto por suposta censura quanto por permitirem a disseminação de desinformação. O anúncio de Zuckerberg parece buscar um equilíbrio entre esses dois extremos, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso da empresa com a autonomia dos usuários.

    A mudança para o sistema de “notas da comunidade” pode representar um desafio, já que transfere parte da responsabilidade de moderação para os próprios usuários. No entanto, Zuckerberg expressou otimismo em relação ao novo modelo, afirmando que ele permitirá uma abordagem mais democrática e menos centralizada.

    O anúncio da Meta reflete uma tendência mais ampla no setor de tecnologia, onde empresas têm buscado revisar suas políticas de moderação de conteúdo em meio a pressões políticas e sociais. Para muitos conservadores, a decisão de Zuckerberg é vista como um passo na direção certa, priorizando a liberdade de expressão e reduzindo a influência de entidades externas na regulação do discurso online.

    Agora, resta acompanhar como a implementação das “notas da comunidade” será recebida pelos usuários e como ela impactará o ecossistema digital, especialmente em um cenário onde a desinformação e a polarização política continuam a ser desafios significativos.

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