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    Comandante da Força Aérea rebate matéria de jornal: “Análise rasteira e lamentável”

    O comandante da Força Aérea do Brasil, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior, reagiu a uma matéria publicada pelo Correio Braziliense, na qual a cerimônia de comemoração pelos 80 anos da Aeronáutica foi associada ao nazismo. A intenção, aparentemente, foi atacar o presidente da República Jair Messias Bolsonaro, que participou da solenidade.

    “O presidente Jair Bolsonaro foi recepcionado, na noite desta segunda-feira (30/11), com uma ópera do compositor alemão Richard Wagner (1813-1883). O artista ficou conhecido pelo antissemitismo e foi exaltado pelo Terceiro Reich, como símbolo de música nacionalista pelos nazistas”, diz um trecho da matéria do CB.

    O comandante da Aeronáutica rebateu a publicação através das suas redes sociais: “Análise rasteira e lamentável. Não deve saber quem foi Wagner, nem ter gosto suficientemente apurado para ouvi-lo. Qual o limite para isso?”, criticou o militar.

    Na matéria do CB é possível observar que o próprio texto faz uma associação contraditória entre o nazismo e o compositor alemão, considerado no mundo musical um dos maiores autores por suas inovações, como a ópera Tristan und Isolde, tida por muitos como um marco na história da música clássica.

    O texto do CB afirma que “Wagner morreu antes da ascensão de Adolf Hitler ao poder na Alemanha, mas exerceu forte influência sobre a doutrina nazista.” Ou seja, como é possível dizer que o autor teve qualquer relação com o nazismo, ou influência, se ele faleceu antes de Hitler ter chegado ao poder?

    Além disso, o jornal também não aponta qual teria sido a influência do compositor sobre o nazismo antes da sua morte, certamente porque não havia um regime nazista em vigor enquanto ele estava vivo. Em vez disso, a matéria faz ligação dos nazistas com Wagner, o que, na prática, não significa que Wagner tenha tido relação com o nazismo.

    Isso fica sugestivo no trecho em que a matéria diz que Wagner “era um dos principais compositores usado na propaganda nacional-socialista comandada pelo Führer”.

    Em outras palavras, mesmo que os nazistas, já durante o regime de Hitler, tenham adotado a música de Wagner como referência da identidade alemã, ou ao nazismo propriamente, isto não significa que o compositor tenha concordado com a ideologia nazista, uma vez que já estava morto!

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