Bolsonaro volta a citar Forças Armadas sobre eleição 2022: “Não vai ter sacanagem”

O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, vem fazendo declarações que parecem explicar o motivo pelo qual ele resolveu “recuar” em suas críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especificamente a Luiz Roberto Barroso, que atualmente também preside o Tribunal Superior Eleitoral, sendo o principal pivô na discussão contrária à implementação do voto impresso no Brasil.

Durante o seu discurso na abertura da 1ª Feira Brasileira do Nióbio, ocorrida na sexta-feira (8), Bolsonaro garantiu ao público presente que a eleição em 2022 “não vai ter sacanagem”, apontando a atuação das Forças Armadas junto à apuração dos votos eletrônicos como uma espécie de garantia para isso.

“O ano que vem tem eleições, vamos renovar, prestigiar quem fez um bom trabalho e renovar. Pode ter certeza que não vai ter sacanagem nas eleições”, afirmou o presidente, que também. Em outra ocasião, o chefe do Executivo foi mais claro em apontar a presença dos militares como garantia de confiança no processo de apuração dos votos.

“Convidaram as Forças Armadas, nós aceitamos e vamos participar de todo o processo eleitoral. Vamos acabar com a suspeição”, afirmou Bolsonaro. O presidente se referiu a uma decisão recente de Barroso, elogiada durante uma entrevista para a Veja. O ministro resolveu incluir os militares entre o grupo de representantes da sociedade civil que acompanha o processo eleitoral.

O próprio Barroso disse acreditar que tomou uma boa decisão, visto que ele considera superado o empate sobre o voto impresso. “Tenho a impressão de que, depois que a Câmara votou, que o presidente do Senado disse que não reabriria a matéria e que o próprio presidente da República diz que confia no voto eletrônico, acho que finalmente esse defunto foi enterrado”, declarou o ministro esta semana.