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    Bolsonaro contraria o TSE e diz que acordo com o WhatsApp “não será cumprido”

    O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, criticou nesta sexta-feira da Paixão (15) o anúncio de um suposto acordo feito entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o aplicativo de mensagens WhatsApp, cujo objetivo é não liberar no Brasil um novo recurso chamado “comunidades”, onde é possível enviar mensagens para vários grupos ao mesmo tempo.

    “Já adianto que isso que o WhatsApp está fazendo no mundo todo, não tem problema, agora, abrir uma excepcionalidade para o Brasil, isso é inadmissível, inaceitável e não vai ser cumprido esse acordo que porventura eles realmente tenham feito para o Brasil, com informações que eu tenho até o presente momento”, disse Bolsonaro.

    A declaração foi dada no final da motociata que ocorreu hoje em São Paulo. O final do trajeto foi em Americana, no interior paulista. O presidente classificou como “censura” a iniciativa do TSE junto ao WhatsApp.

    “Cerceamento, censura, discriminação. Isso não existe. Ninguém tira o direito de vocês nem por lei, quem dirá por acordo. Esse acordo não tem validade. Sabemos como proceder”, completou Bolsonaro.

    Segundo o TSE, o acordo firmado em fevereiro desse ano visa impedir a disseminação de “desinformação” e “notícias falsas” durante o período eleitoral. Como a nova ferramenta do WhatsApp permite um maior alcance de pessoas ao mesmo tempo, portanto, ela é vista como algo que termina facilitando a propagação desses conteúdos.

    Aliados do governo, contudo, enxergam na iniciativa do TSE uma espécie de ativismo judicial amparado pela oposição, pois julgam que a intenção de estabelecer determinados limites nas redes sociais, como por exemplo, através do PL das Fake News, visa atingir a base de apoio do presidente, que atua principalmente pela internet.

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