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    Bolsonaro acertou? Mesmo com sanções, Putin envia 700 mil toneladas de insumos ao BR

    Após o início da guerra na Ucrânia, o presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a ser cobrado e criticado por parte da oposição devido à sua postura em relação ao conflito provocado pela invasão da Rússia no país do Leste europeu. O chefe do Executivo optou por se manter neutro, evitando tecer comentários favoráveis ou contrários a qualquer dos países.

    Segundo o presidente, a sua posição teve por objetivo não prejudicar a relação comercial do Brasil com a Rússia, especialmente no tocante ao fornecimento de insumos para a agricultura nacional, como o potássio, do qual o nosso país é muito dependente.

    Bolsonaro, inclusive, havia feito uma viagem à Rússia poucos dias antes do início da guerra, onde reforçou a parceria comercial com o presidente Vladimir Putin, motivo pelo qual também foi criticado ao prestar “solidariedade” aos russos. Viagem essa que já havia sido marcada em dezembro de 2021.

    Divergências à parte, o fato é que, agora, a Forbes publicou uma matéria com a seguinte manchete: “Navios com fertilizante russo chegam ao Brasil, apesar de sanções.” Ou seja, a Rússia, de fato, honrou o seu compromisso comercial com o Brasil, enviando nada menos do que 700 mil toneladas de insumos em 24 navios.

    O blog O Antagonista, que costuma ser crítico ao governo, assim descreveu a notícia: “Isso deverá representar a salvação da lavoura brasileira. Trata-se de uma excelente notícia. A guerra europeia é uma coisa. Já a salvação da lavoura brasileira, principalmente dos campos de soja e milho, é outra completamente diferente.”

    Aparentemente, portanto, a posição de neutralidade do governo brasileiro em relação ao conflito russo-ucraniano surtiu efeito positivo, visto que não é possível saber como Putin reagiria caso o presidente Bolsonaro tivesse optado por se posicionar criticamente contra ele.

    É possível que a Rússia mantivesse o envio dos insumos ou não, assim como é possível que apenas parte deles fossem enviados, ou mesmo que os preços e condições de importação fossem alterados. A neutralidade, neste caso, parece ter sido, de fato, a melhor decisão do presidente.

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