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Sábado, 25 Junho, 2022

Após Bolsonaro falar em contagem de votos, Fachin diz que o TSE “está sob ataque”

O atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, fez algumas declarações nesta sexta-feira (1°) durante uma reunião com presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais da região Nordeste, onde criticou o “flerte com o retrocesso” e ataques contra a Justiça Eleitoral.

“Temos à nossa frente um período turbulento. Espero que, com serenidade e sabedoria, encontremos soluções e superemos desafios. A Justiça Eleitoral está sob ataque. A democracia está ameaçada”, declarou o ministro.

A fala de Fachin ocorre após o presidente Jair Bolsonaro falar em contagem de votos durante um discurso para apoiadores em viagem ao Rio Grande do Norte. Conforme noticiou a Tribuna de Brasília, já é a segunda vez este ano em que o chefe do Executivo volta a falar que os votos serão contados, mas sem explicar de qual forma.

Em sua fala, Bolsonaro chegou a se referir aos ministros do TSE, indiretamente. “Podem ter certeza que, por ocasião das eleições de 2022, os votos serão contados no Brasil. Não serão dois ou três que decidirão como serão contados esses votos”, declarou o presidente.

Fachin, por sua vez, afirmou que “a sociedade constitucional está em alerta. Impende, no cumprimento dos deveres inerentes à legalidade constitucional, defender a Justiça Eleitoral, a democracia e o processo eleitoral.”

“Os deveres nos chamam hoje, mais do que nunca, para dissipar o flerte com o retrocesso e assegurar que a institucionalidade prevaleça sobre a ordem de coisas inconstitucional. Trata-se, obviamente, de uma nobre missão, cujo sucesso depende de um esforço de trabalho conjunto”, completou o ministro.

Muito embora Bolsonaro tenha voltado a falar em contagem dos votos, a proposta que previa o voto impresso foi derrubada no Congresso Nacional no ano passado, na votação de uma comissão especial que se debruçou sobre o tema.

Ainda assim, em 7 de setembro passado, milhares de pessoas foram às ruas em favor da medida. Só em Brasília, foram reunidas cerca de 400 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, segundo uma nova atualização.

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