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Sábado, 2 Julho, 2022

TENSÃO: militares da Defesa vão dar resposta ao TSE em novo relatório

Restando poucos meses para as eleições desse ano, o impasse entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os integrantes das Forças Armadas, quanto às sugestões dos militares sobre as urnas eletrônicas, parece que terá um novo capítulo, o qual poderá acirrar ainda mais o clima de tensão que já se instalou no país.

Isso, porque, segundo informações do Estadão, o Ministério da Defesa deve preparar, nos próximos dias, um novo relatório apontando supostas fragilidades no sistema eleitoral e nas urnas eletrônicas brasileiras.

Dessa vez, a diferença está no fato de que o documento, sob a responsabilidade do Comando de Defesa Cibernética do Exército, chefiado pelo general Héber Portella, terá como objetivo rebater os argumentos da equipe técnica do TSE, que após uma primeira análise das sugestões apresentadas pelos militares, disse que eles teriam cometido erros.

“O documento das Forças Armadas confunde os conceitos de erro amostral e risco de amostragem, ao supor que um nível de confiança de 95% deveria ter um erro amostral de 5%, e que um nível de confiança de 96% deveria ter um erro amostral de 4%”, declarou o TSE em sua resposta aos militares.

A Defesa, portanto, pretende rebater esse e outros argumentos que foram usados pelo Tribunal para justificar a não aceitação das sugestões apresentadas pelos militares. Um dos pontos mais abordados e repercutido reiteradamente pelo presidente Jair Bolsonaro, é o da auditoria dos votos.

O TSE já afirmou que o modelo atual é auditável, sendo o procedimento realizado automaticamente, sem a possibilidade de interferências externas. Os militares, contudo, alegaram que haveria uma confusão entre fiscalização e auditoria, de modo que este fato “deixa, por conta disso, de prever uma auditoria independente do processo eleitoral”.

Mas, o TSE afirmou que já há possibilidade ampla de auditoria e que, por isso, “considera-se que a sugestão já se encontra hoje incorporada aos procedimentos”. Nesta segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro voltou a falar do assunto, dizendo que a intenção dos militares é fazer uma “apuração paralela” dos votos.

“Defendo termos uma apuração paralela. O voto vem chegando, vai pra sala-cofre, que é o que chamo de sala-secreta, e só eles têm acesso a isso. Seria esse mesmo duto abastecer de informações esse computador, do lado, das Forças Armadas”, disse o presidente.

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